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Igor Gadelha

Lira pode repetir com PEC do STF estratégia da PEC da 2ª Instância

Em 2021, Arthur Lira enterrou PEC da prisão em 2ª instância com manobra na comissão especial, o que poderia repetir agora com a PEC do STF

27/11/2023 05:30, atualizado 27/11/2023 06:19
Vinícius Schmidt/Metrópoles
O presidente do STF, Luis Roberto Barroso cumprimenta Arthur Lira, presidente Câmara - Metrópoles

Lideranças da Câmara apostam que Arthur Lira (PP-AL) poderá repetir, com a PEC que restringe decisões monocráticas do STF, a mesma estratégia que utilizou para enterrar a PEC da prisão em segunda instância.

Assim como a PEC do STF, a da segunda instância tinha forte apelo popular e de parlamentares de direita e enfrentava resistência de caciques do Centrão e de parte do Poder Judiciário.

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Em dezembro de 2021, a proposta, que retomava a autorização para prisão após condenação em segunda instância, acabou enterrada na Câmara sem sequer ser votada em sua comissão especial.

Na época, o relator da proposta, deputado federal Fábio Trad (PSD-MS), retirou seu texto de tramitação após partidos do Centrão mudarem seus componentes no colegiado.

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Sem a votação, Lira alegou que a Mesa Diretora da Câmara teria de decidir sobre o futuro da comissão especial, uma vez que o prazo para votação tinha se esgotado. A PEC, então, acabou em um “limbo” e nunca mais foi retomada.

Segundo caciques, a manobra, que inviabilizou a votação, teve a chancela de Lira, que não era entusiasta do tema e não gostaria de levar a PEC para votação no plenário da Casa.

Agora, dizem deputados, Lira pode deixar a PEC do STF passar pela CCJ e até mesmo instalar a comissão especial ao longo de 2024. As apostas, entretanto, é que a proposta morre antes de chegar ao plenário da Câmara.