Igor Gadelha

“Kids pretos”: TCU investigará gastos de grupo que queria matar Lula

A pedido de deputada do PSol, TCU deve investigar gastos com “kids pretos”, grupo de militares envolvidos em plano para matar Lula

atualizado

metropoles.com

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Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Marinha do Brasil realizar exercício militar no Centro de Instrução de Formosa CFI. A Operação Formosa 3 mil militares das três Forças Armadas brasileiras exército Metrópoles 25
1 de 1 Marinha do Brasil realizar exercício militar no Centro de Instrução de Formosa CFI. A Operação Formosa 3 mil militares das três Forças Armadas brasileiras exército Metrópoles 25 - Foto: <p>Hugo Barreto/Metrópoles<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

Após a bancada do PSol na Câmara pedir a extinção dos chamados “kids pretos”, uma deputada da sigla pediu ao TCU que apure os gastos das Forças Armadas com o grupo, envolvido na tentativa de golpe de estado em 2022.

A representação foi feita pela deputada Luciene Cavalcante (PSol-SP) e enviada ao presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, na terça-feira (17/12). Ela quer que a Corte investigue os gastos do grupo antes do 8 de janeiro de 2023.

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Deputada Luciene Cavalcante quer que FAB retira brasileiros que serão deportados dos EUA
Sede do Tribunal de Contas da União, em Brasília
19 de novembro – Operação da Polícia Federal prende quatro militares "kids pretos" do Exército Brasileiro e um policial pelo planejamento de um golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022, que incluía os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes
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19 de novembro – Operação da Polícia Federal prende quatro militares "kids pretos" do Exército Brasileiro e um policial pelo planejamento de um golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022, que incluía os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do STF Alexandre de Moraes

Reprodução
Deputada Luciene Cavalcante quer que FAB retira brasileiros que serão deportados dos EUA
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Deputada Luciene Cavalcante quer que FAB retira brasileiros que serão deportados dos EUA

Câmara dos Deputados
Sede do Tribunal de Contas da União, em Brasília
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Sede do Tribunal de Contas da União, em Brasília

Felipe Menezes/Metrópoles

Na peça, a parlamentar do PSol alega que o grupo dos “kids pretos” tem um “histórico significativo de apropriação de recursos públicos”, cujos impactos financeiros “ainda não foram integralmente auditados”.

Assim, diz a deputada, os recursos públicos utilizados por militares do grupo podem ter sido usados em “ações que atentaram contra a democracia brasileira”, conforme revelado pelas investigações da Polícia Federal.

“Ainda mais grave é a possibilidade de que esses recursos tenham contribuído para ações que culminaram na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2022, fato que agrava o desvio de finalidade ao vincular o uso de dinheiro público a atos contrários à ordem democrática. A opacidade em relação a esses gastos, somada aos indícios de envolvimento dos “Kids Pretos” nas movimentações investigadas pela Polícia Federal, reforça a necessidade de apuração rigorosa”, diz a deputada na representação.

Quem são os “kids pretos”

Com o lema “qualquer missão, a qualquer hora, em qualquer lugar e de qualquer maneira”, os “kids pretos” são militares da unidade de elite do Exército Brasileiro: o Comando de Operações Especiais (Copesp), em Goiânia (GO).

O apelido é derivado dos gorros de cor preta que eles usam nas operações. Os “kids pretos” recebem treinamento especial para participar de missões sigilosas e arriscadas.

Parte do grupo, como o general da reserva Mario Fernandes, é investigado pelo suposto golpe após as eleições de 2022 e por um possível plano para matar o então presidente eleito Lula.

Outros “kids pretos” presos recentemente em operações da PF foram o tenente-coronel Helio Ferreira Lima; o major Rodrigo Bezerra Azevedo; e o major Rafael Martins de Oliveira.

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