Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Igor Gadelha

Interrogatório terá réus indo “pra cima” de Mauro Cid e medo de prisão

Nos bastidores, as defesas dos demais réus prometem ir “para cima” do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid

09/06/2025 08:54, atualizado 09/06/2025 14:59
Igo Estrela/Metrópoles
imagem colorida. Mauro Cid

A Primeira Turma do STF inicia, nesta segunda-feira (9/6), a fase de interrogatórios de oito réus do chamado inquérito do golpe. Esta primeira etapa deve ser marcada por foco das defesas dos demais réus em Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e expectativa de muita tensão.

Cid será o primeiro a ser interrogado pelos ministros. Ele ganhou o benefício por ter feito um acordo de colaboração premiada. O militar poderá ser questionado não só pelos ministros do Supremo e pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mas também pelos advogados dos demais réus.

Interrogatório terá réus indo “pra cima” de Mauro Cid e medo de prisão - destaque galeria
3 imagens
Depoimento do tenente-coronel Mauro Cid
Tenente-coronel Mauro Cid
Mauro Cid delata Bolsonaro a Moraes
1 de 3

Mauro Cid delata Bolsonaro a Moraes

Reprodução
Depoimento do tenente-coronel Mauro Cid
2 de 3

Depoimento do tenente-coronel Mauro Cid

Reprodução
Tenente-coronel Mauro Cid
3 de 3

Tenente-coronel Mauro Cid

Igo Estrela/Metrópoles

Nos bastidores, as defesas dos demais réus prometem ir “para cima” do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. O objetivo é confrontar o tenente-coronel sobre as versões que ele apresentou em sua colaboração premiada, muitas das quais questionadas pelos outros investigados da trama golpista.

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Há ainda um temor, entre réus e advogados, de que o clima de tensão escale e leve, até mesmo, o ministro Alexandre de Moraes a decretar prisões. Na fase dos depoimentos, Moraes teve embates e chegou a ameaçar prender o ex-ministro Aldo Rebelo (MDB) por desacato a autoridade.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha

Os interrogatórios devem seguir até a sexta-feira (13/6). No caso de Bolsonaro, a previsão é de que ele seja ouvido na quarta-feira (11/6). Depois dessa fase, abre-se prazo para eventuais novas instruções e, na sequência, para alegações finais. Após essa etapa, será possível marcar a data do julgamento.