PT pede perda imediata de mandato de Carla Zambelli
Após 1ª Turma do STF referendar condenação de Carla Zambelli, líder do PT na Câmara pediu a perda imediata do mandato da deputada

Após a Primeira Turma do STF rejeitar, nesta sexta-feira (6/6), os recursos da defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP), a bancada do PT na Câmara pediu a perda imediata do mandato da parlamentar.
Segundo o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), a condenação em definitivo de Zambelli não abre espaço para deliberação política da Casa. Para ele, a Câmara tem apenas de acatar a decisão do Supremo.
Lindbergh, inclusive, avisou que protocolou uma petição à Mesa Diretora da Câmara informando o fato novo e pedindo que Hugo Motta (Republicanos-PB) declare a perda imediata do mandato de Zambelli.
“A decisão do STF e a minha nova manifestação à Mesa da Casa Baixa confirmam que não há mais espaço para manobras ou postergações por parte de Zambelli. O direito à licença parlamentar e o mandato não podem ser usados como escudos contra decisões judiciais, pois a condenação é definitiva e a pena é de privação de liberdade, incompatível com o exercício de mandato parlamentar. A responsabilidade da Câmara é dar imediato cumprimento à Constituição”, disse Lindbergh.
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A Primeira Turma do STF decidiu nesta sexta, por unanimidade, manter a condenação a 10 anos e 8 meses de prisão de Zambelli por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaAlém do ministro Alexandre de Moraes, que é relator do processo no Supremo, os ministros Luiz Fux, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia votaram para manter a condenação.
O recurso da defesa de Zambelli alegava “cerceamento de defesa”. Os advogados alegaram não ter tido acesso completo a provas importantes, como os cerca de 700 GB de dados armazenados na plataforma “mega.io”.
A sessão foi marcada após Zambelli informar que estava fora do Brasil e dizer que ficaria na Europa por ter cidadania italiana. A deputada também afirmou que iria “denunciar a ditadura” que o Brasil, segundo ela, vive.










