
Histórico do PT acende alerta sobre troca de candidatos
Histórico do PT mostra que troca de governadores petistas com direito à reeleição por outros candidatos já foi um mau negócio para o partido

O histórico do PT mostra que trocar governadores petistas com direito à reeleição por outros candidatos do partido já trouxe péssimos resultados eleitorais à legenda.
O caso mais emblemático ocorreu no Rio Grande do Sul, em 2002, quando o PT vetou a tentativa de reeleição do então governador Olívio Dutra e apostou em Tarso Genro.
À época, a decisão provocou forte desgaste interno. Olívio, que governava o estado desde 1999 e era um dos principais quadros petistas no Sul, queria disputar novo mandato.
A cúpula petista, entretanto, avaliou que Tarso Genro, à época prefeito da capital Porto Alegre, teria melhores condições eleitorais e maior capacidade de ampliar alianças.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaA estratégia do partido do presidente Lula, contudo, acabou fracassando. Tarso foi derrotado ainda no primeiro turno por Germano Rigotto (MDB), que venceu a eleição gaúcha.
O episódio virou uma espécie de trauma interno no PT e passou a ser lembrado por dirigentes do partido sempre que surge a discussão sobre substituir governadores que podem tentar a reeleição.
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Ver todasPT estuda trocar candidatos no CE e na BA
Mais de duas décadas depois, a legenda voltou a debater movimentos semelhantes para as eleições de 2026 em alguns estados considerados estratégicos. Entre eles, Ceará e Bahia.
Na Bahia, integrantes do PT admitem, reservadamente, preocupação com o desgaste do governador Jerônimo Rodrigues, que tem apresentado fraco desempenho nas pesquisas.
Diante desse cenário, petistas passaram a defender, nos bastidores, a troca de Jerônimo pelo senador Jaques Wagner ou pelo ex-ministro Rui Costa. Ambos são ex-governadores baianos.
No Ceará, o cenário é parecido. O governador petista Elmano de Freitas enfrenta dificuldades políticas e queda de avaliação em meio ao avanço da oposição, liderada por Ciro Gomes (PSDB).
Diante desse diagnóstico, lideranças petistas no estado passaram a defender que o PT troque Elmano por Camilo Santana, ex-ministro da Educação e ex-governador cearense.
Dirigentes do PT, porém, têm lembrado do exemplo do Rio Grande do Sul para alertar que repetir a fórmula adotada pelos petistas gaúchos pode representar um risco elevado.
O receio é de que a substituição de governadores que têm direito natural à reeleição provoque divisões internas, desmobilização de militância e dificuldades para unificar alianças locais.









