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Igor Gadelha

Ao indicar Galípolo, Lula busca segurar autonomia financeira do BC

Governo Lula espera que indicação antecipada de Gabriel Galípolo para a presidência do BC ajude a segurar a votação da PEC na CCJ

29/08/2024 09:00, atualizado 29/08/2024 09:16
Hugo Barreto/Metrópoles
Imagem colorida de Gabriel Galípolo, indicado por Lula para presidência do Banco Central - Metrópoles

O governo Lula espera que a indicação antecipada de

Gabriel Galípolo

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para a presidência do Banco Central ajude a segurar a votação da PEC que prevê a autonomia financeira da entidade no Senado.

A proposta, da qual o Palácio do Planalto, é contra, está pronta para ser votada pelos senadores Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da  Casa, presidida atualmente por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

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A expectativa do governo Lula é de que, ao enviar a indicação de Galípolo, Alcolumbre segure a votação da PEC, o que fará o Executivo ganhar tempo para tentar evitar a aprovação da matéria.

A indicação de Galípolo terá de ser analisada pelo Senado. O economista passará por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e por votação no colegiado e no plenário da Casa.

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A indicação de Galípolo foi anunciada na quarta-feira (28/8) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Mesmo se ela for aprovada agora, o economista não assumirá o cargo agora.

Galípolo só tomará posse efetivamente como presidente do BC a partir de 1º de janeiro de 2025, após o término do mandato do atual comandante da entidade, Roberto Campos Neto, em 31 de dezembro deste ano.