
Flávio mira Michelle e Tarcísio ao defender fim da reeleição
Na avaliação dos aliados de Flávio, Michelle, Tarcísio e Nikolas resistem a se engajar na campanha do senador por terem projetos para 2030

O movimento de Flávio Bolsonaro (PL) em defesa do fim da reeleição mira um objetivo eleitoral imediato: tentar engajar lideranças da direita na campanha do senador à Presidência da República.
A estratégia mira, especialmente, três personagens considerados peças-chave para a campanha de Flávio: Michelle Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Nikolas Ferreira (PL).
Os três são vistos como importantes para ampliar o alcance eleitoral de Flávio. Por ora, contudo, o trio tem se engajado de forma tímida na campanha, na avaliação de aliados do senador.
Na avaliação de estrategistas ligados a Flávio, Michelle, Tarcísio e Nikolas resistem a entrar de cabeça na campanha do senador por terem projetos presidenciais para o futuro próximo.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaSe reeleito em 2026, Tarcísio não poderá mais tentar reeleição ao governo de São Paulo em 2030. Com isso, aliados do governador apontam que o caminho natural seria disputar a Presidência.
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Ver todasMichelle, se eleita senadora em outubro, estará em meio de mandato, o que a dará tranquilidade para concorrer o Palácio do Planalto. Já Nikolas só pode concorrer à Presidência em 2031, quando terá 35 anos.
Nesse cenário, a eleição de Flávio em 2026, com a perspectiva de o senador tentar reeleição em 2030, não interessaria para Tarcísio e Michelle, pois atrapalharia os planos dos dois.
Diante disso, Flávio aposta que a defesa do fim da reeleição pode funcionar como um ponto de convergência e ajudar a fazer Tarcísio, Michelle e Nikolas a entrar de cabeça na campanha do senador.
Para evitar que o movimento seja interpretado como uma bravata, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, tem se apresentado como uma espécie de fiador da proposta.
Ao portal PlatôBR, Marinho afirmou que Flávio pretende trabalhar pelo fim da reeleição já durante a eventual transição de governo, caso o primogênio de Jair Bolsonaro seja eleito presidente este ano.
O ex-presidente da República, aliás, também defendia o fim da reeleição em 2018. Mas nada fez nesse sentido quando chegou ao Palácio do Planalto. E ainda tentou, sem sucesso, se reeleger em 2022.









