
Debate com cara de empate vira “jogo da vergonha” sem Lula e Flávio
Ausência de Lula e Flávio Bolsonaro em primeiro debate das eleições 2026 deixa encontro com cara de "0 a 0" que beneficia quem está na ponta

O primeiro debate entre os presidenciáveis de 2026, na noite do domingo (23/8), na Band, já pode entrar para a história como a versão eleitoral do “jogo da vergonha” da Copa do Mundo.
Relembro: em 1982, o jogo entre Alemanha e Áustria pelo mundial ficou conhecido como o “jogo da vergonha”, pois o resultado de 1 a 0 para a Alemanha classificaria ambas as equipes, eliminando Argélia. E foi exatamente isso que aconteceu.
No domingo, os “vitoriosos” foram Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), justamente dois dos ausentes do encontro, que, em um jogo combinado, decidiram não comparecer à Band como estratégia para que ambos não corressem riscos e mantivessem a dianteira nas pesquisas.
Sem a dupla — Romeu Zema (Novo) também esteve ausente, mas com menor impacto —, o debate da Band teve cara de 0 a 0. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) até tentaram expor suas ideias. Augusto Cury (Avante) — que quase desistiu de participar, sem dar muitas explicações, e voltou atrás no último momento — tentou apostar em uma postura de conciliação.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaHouve ainda tentativas de lembrar que Lula e Flávio têm muito a responder. O primeiro sobre a relação de seu filho Lulinha e de Marcola, seu ex-chefe de gabinete, com a lobista Roberta Luchsinger. O segundo sobre seu “amigo” Daniel Vorcaro. Mas o tema não durou tanto tempo para empolgar.
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Ver todasLula ainda aproveitou para dar uma entrevista exclusiva à Record no mesmo horário do debate. Flávio foi à internet dizer que quer debater com o petista. Aos demais candidatos, restou comemorar o crescimento nas buscas pelos seus nomes na internet.
O símbolo do primeiro encontro foi Gilberto Kassab, candidato à vice de Caiado e que foi flagrado dormindo na plateia enquanto seu candidato respondia perguntas dos adversários.
Com o debate morno, a disputa presidencial deve continuar distante do eleitorado. Em caso de empate, vence quem está na frente.















