Flávio e Malafaia conversam antes de ato em SP e acertam diferenças
Segundo aliados, Flávio Bolsonaro e Silas Malafaia “conversaram bastante” em reunião antes de ato na Avenida Paulista e acertaram diferenças
atualizado
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Além de criticar o governo Lula, o ato bolsonarista do domingo (1º/3) na Avenida Paulista, em São Paulo, serviu para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o pastor Silas Malafaia superassem possíveis divergências antes da campanha.
Segundo aliados, antes da manifestação, Flávio e Malafaia se reuniram em um hotel próximo à região da Paulista, onde aconteceu a concentração para a manifestação, e tiveram uma longa conversa sobre a candidatura do senador.
Após a conversa, interlocutores do senador e do pastor disseram à coluna, sob reserva, que a “briga” entre ambos, devido à preferência de Malafaia pelo nome do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), virou “assunto superado”.
Durante o ato, Flávio fez um gesto a Malafaia. Em seu discurso de cima do trio elétrico, o senador e pré-candidato à Presidência da República disse que o pastor é um “professor” e que sua coragem “inspira” os bolsonaristas.
“Muitas vezes, as coisas não acontecem do jeito que a gente espera. Mas eu acredito tanto que o que está acontecendo no Brasil é projeto de Deus que eu quero, mais uma vez, pedir a sua ajuda, os seus conselhos. Você é um professor para todos nós, sua coragem nos inspira. Vamos juntos resgatar esse Brasil, pastor”, disse Flávio.
No domingo pela manhã, a coluna revelou que aliados em comum de Flávio e Malafaia — entre eles, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) — articulavam uma conversa entre o pastor e o senador justamente para acertar as diferenças.
Dias antes, o deputado Pastor Marco Feliciano (PL-SP) havia sugerido, em reunião de Flávio com a bancada do PL no Congresso, que o presidenciável procurasse pastores evangélicos como forma de se aproximar ainda mais do eleitorado religioso.
Malafaia confirma conversa
Em entrevista ao Contexto Metrópoles nesta segunda-feira (2/3), o pastor confirmou que conversou com Flávio antes da manifestação, e indicou que, apesar de sua opinião sobre Tarcísio, deve estar ao lado do senador na campanha.
“Ontem, a minha conversa com o Flávio foi no restaurante de um hotel lotado, e na mesa havia umas cinco ou seis pessoas. Não houve conversa secreta, não houve acordo. Falamos do Brasil. Fiquei surpreso de ser chamado na hora da fala [no discurso de Flávio no ato]. Sou amigo dele há anos. Já tive divergência com Bolsonaro. Tenho opinião própria. Tenho convicção. Na hora certa, vou dar meu apoio. O que eu falei continua de pé. Mas eu não decido candidaturas. É minha opinião como cidadão. Já quem eu acho que não vai ser o candidato, é evidente que vou apoiar alguém. É evidente que tudo indica que vou apoiar o Flávio, se ficar confirmado esse cenário”, disse Malafaia.










