
Igor GadelhaColunas

Fim do foro: PSD de Kassab nega acordo com oposição e pede tempo
Com a negativa do PSD de Gilberto Kassab, expectativa é de que PEC do fim do foro não seja votada nesta semana, como quer a oposição
atualizado
Compartilhar notícia

O PSD de Gilberto Kassab negou nesta terça-feira (12/8), durante reunião de líderes da Câmara, que tenha fechado acordo com a oposição e outros partidos do Centrão para votar a PEC do fim do foro privilegiado.
A posição foi exposta pelo líder do PSD na Câmara, deputado Antônio Brito (BA), durante reunião no final da manhã, na sala do colégio de líderes, convocada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
No encontro, segundo relatos, Brito afirmou que, diferentemente do propagado por bolsonaristas, o PSD não participou do acordo para votar a PEC em troca da suspensão da ocupação no plenário da Câmara.
Na semana passada, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), chegou a anunciar que o acordo para votar a proposta tinha sido fechado pela oposição com legendas do Centrão como PP, União Brasil e PSD.
Na reunião da terça-feira, Brito argumentou que acordos só são fechados durante a reunião de líderes e com a presença do presidente da Casa. Motta, como noticiado, não participou do suposto acordo.
Líder do PSD faz apelo
O líder do PSD disse ainda que o texto da PEC do fim do foro oriundo do Senado e já aprovado em uma comissão especial da Câmara é diferente do que a oposição e parte do Centrão têm articulado atualmente.
Por esse motivo, o líder do PSD fez um apelo para que a proposta não seja votada nesta semana, para que ele possa debater o novo texto com sua bancada. A sigla tem, atualmente, 45 deputados federais.
MDB e esquerda também querem ver texto
Além do PSD, o MDB e partidos de esquerda também pediram tempo para analisar o tema. Segundo apurou a coluna, o texto será construído pelo líder do PP na Câmara, Dr. Luizinho (RJ), que é próximo de Motta.
O presidente da Casa, segundo relatos, ouviu os apelos durante a reunião, mas nada anunciou. A expectativa no PSD e no MDB é de que Motta não paute a proposta para esta semana, como deseja o PL de Jair Bolsonaro.







