Igor Gadelha

Fim do foro: esquerda aposta que Motta pautou PEC para ser derrotada

Surpreendidos com a entrada do fim do foro na pauta, líderes de esquerda preveem que Hugo Motta pautou a PEC para ser derrotada

atualizado

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Hugo Motta
1 de 1 Hugo Motta - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Pegos de surpresa com a decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB) de pautar a PEC do fim do foro privilegiado no plenário, deputados de esquerda viram o movimento do presidente da Câmara como jogada política.

A percepção entre lideranças de esquerda é que Motta pretende levar a proposta à votação com um único objetivo: derrotar o texto e enterrar o assunto, que não tem consenso sequer entre os partidos de centro da Casa.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta
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O expediente não seria novidade. Em 2021, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), levou a plenário a PEC que instituía o voto impresso no Brasil. Com a Casa dividida, a proposta acabou rejeitada.

Por se tratar de uma PEC, o texto precisa de 308 votos para ser aprovado  — maioria difícil de ser atingida sem apoio amplo de partidos de centro. No caso da PEC do voto impresso, o texto conseguiu apenas 219 votos.

Plano paralelo

Além da PEC do fim do foro, Motta incluiu na pauta do plenário a PEC das Prerrogativas, apontada nos bastidores como alternativa para reforçar a proteção dos deputados diante das investidas do Supremo Tribunal Federal.

Apesar de contar com apoio majoritário na Câmara, a proposta ainda não tem um texto fechado. O relator, deputado Lafayette Andrada (Republicanos-MG), segue em conversas com as bancadas para tentar costurar um consenso.

Diante da falta de um texto, lideranças de esquerda projetam que a votação da PEC das Prerrogativas deve ser adiada. Já bolsonaristas apostam que a proposta será votada no plenário da Câmara já nesta quarta-feira (27/8).

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