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Eleições 2026Igor Gadelha

Direita culpa governo Lula por falta de alianças eleitorais

Membros de campanhas de direita explicam que um dos motivos para chapas puras seria a pressão do governo Lula sobre o Centrão

28/07/2026 14:30
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente da Repúplica Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante evento de governo - Metrópoles

Com as quatro candidaturas de oposição à Presidência da República caminhando para chapas puras, sem coligações com outros partidos, integrantes da direita atribuem a dificuldade para fechar alianças à influência do governo Lula sobre legendas do Centrão.

Segundo esses interlocutores, partidos de centro enfrentam forte pressão de governistas, com quem mantêm relações de proximidade, para não firmarem coligações com candidaturas de oposição ao presidente.

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Convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República
Ronaldo Caiado celebra a oficialização de sua candidatura à Presidência pelo PSD, em São Paulo
O presidenciável do Missão, Renan Santos
Romeu Zema
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Romeu Zema

Luis Nova/Metrópoles
Convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República
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Convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República

Reprodução
Ronaldo Caiado celebra a oficialização de sua candidatura à Presidência pelo PSD, em São Paulo
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Ronaldo Caiado celebra a oficialização de sua candidatura à Presidência pelo PSD, em São Paulo

Reprodução/PSD
O presidenciável do Missão, Renan Santos
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O presidenciável do Missão, Renan Santos

Divugação

Aliados de Romeu Zema no Novo, por exemplo, afirmam que as negociações com outras legendas fracassaram justamente por causa dessa pressão, que teria levado os partidos a adotarem a independência como regra no primeiro turno das eleições.

É o caso da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Como mostrou a coluna, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pessoalmente informado pelo líder do PP na Câmara, Dr. Luizinho (RJ), de que as siglas manterão uma posição neutra na disputa presidencial.

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Na avaliação de integrantes das campanhas de oposição, essa estratégia acaba beneficiando Lula ao dificultar a formação de alianças em torno dos adversários do presidente.

A independência também interessa a setores do Republicanos. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por exemplo, deve subir no palanque de Lula na Paraíba sem que o partido declare apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).