Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Igor Gadelha

Direção do União Brasil decide manter Bivar no partido

Executiva nacional do União Brasil decidiu, em reunião nesta terça-feira (14/5), não expulsar o deputado federal Luciano Bivar do partido

14/05/2024 20:00, atualizado 14/05/2024 20:22
IGO ESTRELA/Metropoles @igoestrela
imagem colorida mostra luciano bivar - Metrópoles

A executiva nacional do União Brasil decidiu, na noite desta terça-feira (14/5), não expulsar o deputado federal Luciano Bivar (PE) do partido. Dos votantes da executiva nacional, 3/5 decidiram pela não expulsão.

O parlamentar enfrentou processo disciplinar interno após ser acusado de ameaçar o atual presidente do União Brasil, Antonio Rueda, em disputa pelo comando da sigla.

A acusação já havia rendido a Bivar o afastamento antecipado da presidência nacional do partido, em decisão tomada em 20 de março deste ano.

Em seu parecer, aprovado pelos demais integrantes da executiva, a relatora do caso, senadora Dorinha, defendeu o afastamento definitivo de Bivar na presidência do partido, mas sem sua expulsão da sigla.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Ao contrário dos outros encontros da sigla para tratar sobre o processo contra Bivar, a reunião desta terça foi realizada sem aviso prévio à imprensa.

No relatório, Dorinha, responsável pelo parecer do Conselho de Ética do partido, entendeu que não há provas que incriminem Bivar pelo incêndios às casas do Rueda, nem ameaças. O União entende que, caso novas provas apareçam, o partido pode voltar a deliberar pela expulsão do ex-presidente.

Bivar submergiu

No final de abril, a coluna já havia noticiado que a maré estava virando de forma favorável a Bivar, após o deputado ser afastado do comando da sigla e “submergir”.

À época, caciques do União Brasil diziam que, com Bivar afastado da siga das atividades partidárias, sua presença dentro do partido “não incomoda”.

Além disso, a avaliação era que a eventual expulsão de Bivar agora seria mais “política”, pois ainda não havia provas de que ele seria o mandante do incêndio na casa de praia de Rueda em Pernambuco.

O incêndio aconteceu no dia 13 de março. A Polícia Civil pernambucana continua investigando o caso, mas não há, até o momento, nenhuma prova contra o ex-presidente do União.

No último dia 7, pessoas ligadas a Bivar foram alvos de uma ação da Polícia Federal que investiga possíveis ameaças feita pelo ex-dirigente contra Rueda.