
Igor GadelhaColunas

Derrotado, governo articula troca de membros em CPMI mirando maioria
Governistas articulam com Centrão troca de membros na CPMI do INSS, para que parlamentares favoráveis ao Planalto sejam maioria
atualizado
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Após a derrota do governo na escolha do presidente e do relator da CPMI do INSS, lideranças governistas articulam a troca de membros de alguns partidos, com objetivo de alcançar uma maioria mais confortável na comissão.
Para caciques do PT, o ideal seria ter no colegiado deputados e senadores que se disponham a comparecer às sessões e evitar novas derrotas para o governo, como a que aconteceu na quarta-feira (20/8), na instalação da CPMI.
A ideia de lideranças governistas é procurar o Centrão para garantir que os membros desses partidos na comissão sejam mais simpáticos ao governo. O objetivo é evitar convocações incômodas para o Palácio do Planalto.
O foco do governo é evitar, em especial, a convocação de José Ferreira da Silva, irmão de Lula e vice-presidente de um dos sindicatos envolvidos no escândalo de descontos ilegais de aposentadorias do INSS.
A irritação de petistas
A maior irritação de petistas, sobretudo daqueles que não fazem parte da CPMI, foi com a ausência de parlamentares aliados ao governo na reunião de instalação do colegiado, na manhã da quarta-feira.
As ausências levaram a oposição a conseguir eleger o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente da comissão. Viana derrotou o governista Omar Aziz (PSD-AM) por apenas três votos de diferença.
À coluna, o próprio Aziz culpou a desorganização do governo pela derrota. “Nós perdemos. Acho que o governo dormiu, como vem dormindo em muita coisa”, disse o senador amazonense.
Como parte do acordo com o Centrão, o presidente eleito da CPMI indiciou o deputado bolsonarista Alfredo Gaspar (União-AL) como relator, e não Ricardo Ayres (Republicanos-TO), nome indicado por Hugo Motta.







