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Igor Gadelha

Deputado quer impedir juiz de atuar em casos de escritório de parente

Projeto apresentado pelo líder da oposição na Câmara também prevê afastamento dei juiz que receber presentes de interessados em processo

Reprodução
O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), indiciado pela PF por discurso na Câmara

Líder da oposição na Câmara, o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) apresentou um projeto de lei para impedir juízes de atuarem em processos envolvendo clientes de escritórios de advocacia de familiares do magistrado.

Pelo texto, o juiz ficaria impedido de julgar casos em que uma das partes seja cliente do escritório de seu cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau — mesmo que o processo seja conduzido por um advogado de outra banca.

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Líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL)
Líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL)
Deputado Cabo Gilberto Silva (PL)
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Deputado Cabo Gilberto Silva (PL)

ALPB/Divulgação
Líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL)
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Líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL)
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Líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto (PL)

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A restrição, de acordo com a proposta protocolada na Câmara na terça-feira (7/7), continuaria valendo por cinco anos após o encerramento do vínculo entre a parte envolvida no processo e o escritório ligado ao familiar do magistrado.

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O projeto também amplia as hipóteses de impedimento para casos em que o juiz tenha recebido presentes de pessoas interessadas na ação, aconselhado uma das partes ou ajudado no pagamento de despesas do processo.

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A proposta, segundo o deputado, visa evitar conflitos de interesse e fortalecer a imparcialidade do Judiciário. Para ele, a confiança depende não só da atuação imparcial do juiz, mas também da ausência de situações que comprometam a credibilidade das decisões.

Por ora, não há qualquer previsão de o projeto ser votado na Câmara. Se aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, o texto poderia impedir ministros do STF de julgarem casos de clientes dos escritórios de seus parentes.