Damares: Michelle gravou vídeo há dias após “ataques orquestrados”
À coluna, Damares disse que vídeo não significa que Michelle não apoiará Flávio: “Claro que vai. Mas ela tinha o direito de se explicar”

Amiga pessoal e aliada política de Michelle Bolsonaro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou à coluna que a ex-primeira-dama decidiu gravar o vídeo com críticas a Flávio Bolsonaro após ser alvo de uma série de “ataques orquestrados”.
Segundo Damares, Michelle identificou cerca de 40 perfis nas redes sociais que faziam ataques sistemáticos à ex-primeira-dama. Os perfis, diz a senadora, seriam interligados e estariam relacionados à “turma (de bolsonaristas) dos Estados Unidos”.
Damares contou que o vídeo “já estava gravado há alguns dias” e foi enviado para a assessoria de Michelle escolher o melhor momento para publicar. A gravação acabou postada na tarde da quarta-feira (24/6), horas antes do jogo Brasil x Escócia.
“Ela ficou esperando as coisas serem esclarecidas. (…) Acho que ela demorou demais (a explicar). Mas agora explicou, está explicado”, afirmou Damares.
Segundo a senadora, apesar do vídeo, Michelle vai apoiar a candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto. A parlamentar nega que a ex-primeira-dama tenha usado a gravação como estratégia para se cacicar como alternativa ao enteado.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha“ Isso não quer dizer que ela não vai apoiar Flávio. Claro que ela vai. Mas ela tinha o direito de se explicar. Ela, no vídeo, inclusive agradece às mulheres que estão apoiando o Flávio. Se ela entra na campanha sem explicar, iam dizer que era oportunismo”, afirmou.
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Ver todasNa avaliação de Damares, Michelle e Flávio precisam agora “sentar entre eles e se resolver”. “Eles vão conversar”, disse a senadora, que promete continuar ajudando o senador no plano de governo. “A não ser que ele me expulse”, brincou.
O que disse Michelle
Em dois vídeos publicados nas redes sociais, Michelle disse ter se sentido “traída” e “apunhalada” por Flávio. Ela fez as críticas ao detalhar um telefonema do enteado após criticar a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.
“Voltando ao Flávio. Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou o telefone. E eu não tinha feito nada contra ele”, afirmou a ex-primeira-dama.“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, emendou.










