CV e PCC: Câmara quer ouvir chanceler sobre “ação militar” dos EUA
Após Itamaraty falar de possível ação militar do EUA no Brasil por causa do CV e do PCC, chanceler pode ser convocado para explicar posição

Após a coluna revelar que o Itamaraty vê risco de uma ação militar dos Estados Unidos no Brasil por causa de facções criminosas, o chanceler Mauro Vieira pode ter de ir à Câmara prestar esclarecimentos sobre a avaliação do ministério.
Nesta terça-feira (7/7), o deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), autor do requerimento de informação respondido pelo chanceler sobre os Estados Unidos, apresentou um pedido de convocação de Mauro Vieira para falar ao plenário da Câmara.
O parlamentar também protocolou um requerimento para que o ministro das Relações Exteriores seja convocado pela Comissão de Relações Exteriores, onde é mais provável que o pedido para ouvi-lo seja aprovado.
“Causa preocupação que a resposta oficial do governo concentre grande parte de sua argumentação na defesa abstrata da soberania nacional, sem apresentar ao Parlamento qual é a estratégia efetivamente adotada para enfrentar os impactos concretos e juridicamente mais prováveis dessa medida”, diz o deputado.
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No documento, revelado pela coluna na segunda-feira (6/7), Mauro Vieira admitiu o temor de que os Estados Unidos utilizem força militar no Brasil em razão da classificação do Comando Vermelho (CV) e do PCC como organizações terroristas.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha“A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular nos âmbitos financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”, afirma Vieira.
O chanceler ressalta que não houve comunicação formal do governo americano sobre a decisão. Segundo ele, a medida foi um “ato unilateral” dos Estados Unidos, o que desobriga o Brasil de se manifestar formalmente sobre o assunto.










