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Igor Gadelha

CV e PCC: Câmara quer ouvir chanceler sobre “ação militar” dos EUA

Após Itamaraty falar de possível ação militar do EUA no Brasil por causa do CV e do PCC, chanceler pode ser convocado para explicar posição

07/07/2026 11:43
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Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados promove, nesta quarta-feira (28), audiência pública com a presença do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira

Após a coluna revelar que o Itamaraty vê risco de uma ação militar dos Estados Unidos no Brasil por causa de facções criminosas, o chanceler Mauro Vieira pode ter de ir à Câmara prestar esclarecimentos sobre a avaliação do ministério.

Nesta terça-feira (7/7), o deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), autor do requerimento de informação respondido pelo chanceler sobre os Estados Unidos, apresentou um pedido de convocação de Mauro Vieira para falar ao plenário da Câmara.

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Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil
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O parlamentar também protocolou um requerimento para que o ministro das Relações Exteriores seja convocado pela Comissão de Relações Exteriores, onde é mais provável que o pedido para ouvi-lo seja aprovado.

“Causa preocupação que a resposta oficial do governo concentre grande parte de sua argumentação na defesa abstrata da soberania nacional, sem apresentar ao Parlamento qual é a estratégia efetivamente adotada para enfrentar os impactos concretos e juridicamente mais prováveis dessa medida”, diz o deputado.

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Risco militar

No documento, revelado pela coluna na segunda-feira (6/7), Mauro Vieira admitiu o temor de que os Estados Unidos utilizem força militar no Brasil em razão da classificação do Comando Vermelho (CV) e do PCC como organizações terroristas.

“A referida classificação unilateral poderia ser invocada como justificativa para ações extraterritoriais sobre instituições brasileiras, em particular nos âmbitos financeiro, migratório e penal. Há, ademais, o risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”, afirma Vieira.

O chanceler ressalta que não houve comunicação formal do governo americano sobre a decisão. Segundo ele, a medida foi um “ato unilateral” dos Estados Unidos, o que desobriga o Brasil de se manifestar formalmente sobre o assunto.