Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Igor Gadelha

Crise no STF atrasa decisão de Mendonça sobre delação de ex-dono da Reag

Delação do ex-dono da Reag no Caso Master está no gabinete de André Mendonça desde final de agosto, mas até agora não foi homologada

20/09/2026 05:00
Reprodução/LinkeDIn
Foto colorida de João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos - Metrópoles

A crise no STF tem contribuído para atrasar a decisão do ministro André Mendonça sobre homologar ou não a delação premiada do empresário João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, no âmbito do Caso Master.

A proposta de colaboração foi assinada pelo empresário com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e enviada ao gabinete de Mendonça no final de agosto. Desde então, porém, ainda não houve decisão do ministro.

Crise no STF atrasa decisão de Mendonça sobre delação de ex-dono da Reag - destaque galeria
4 imagens
João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro
Antônio Carlos Freixo Júnior
Ministro André Mendonça, do STF
1 de 4

Ministro André Mendonça, do STF

Rosinei Coutinho/STF
João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos
2 de 4

João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos

Reprodução/LinkeDIn
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro
3 de 4

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro

Foto: Divulgação
Antônio Carlos Freixo Júnior
4 de 4

Antônio Carlos Freixo Júnior

Divulgação/Entrepay

Como a coluna noticiou, Mansur foi ouvido em 3 de setembro por um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça na chamada audiência de voluntariedade, destinada a verificar se a colaboração foi firmada de maneira espontânea.

A demora de Mendonça no caso do ex-dono da Reag contrasta com a rapidez adotada pelo ministro do STF em relação à delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha

No caso de Mineiro, o ministro do Supremo homologou a colaboração em 9 de setembro, apenas um dia depois da audiência de espontaneidade, também conduzida por um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça.

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Interlocutores de Mendonça argumentam que as duas delações têm níveis de complexidade diferentes. A de Mineiro seria mais simples, enquanto a de Mansur reúne mais anexos, o que exigiria uma análise mais detalhada.

Auxiliares do ministro afirmam que, nas últimas duas semanas, Mendonça teria focado sua atenção na crise interna do Supremo, marcada por uma guerra velada entre ele e o grupo do ministro Alexandre de Moraes.