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Conversa com Garcia e fuga de aliados: o que levou Doria a desistir

Ex-governador paulista anunciou nesta segunda-feira (23/5) ter desistido de concorrer ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano

atualizado 23/05/2022 14:23

Fábio Vieira/Metrópoles

Anunciada no final da manhã desta segunda-feira (23/5), a decisão do ex-governador João Doria (PSDB) de abandonar a disputa pela Presidência da República deste ano foi tomada na tarde de domingo (22/5).

Segundo aliados, duas conversas foram decisivas para o tucano desistir da pré-candidatura: uma com familiares e outra com o atual governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB). Os dois conversaram nesse domingo.

No diálogo, Garcia foi sincero e colocou que a candidatura de Doria ao Palácio do Planalto atrapalharia sua reeleição em São Paulo, o que poderia por fim ao ciclo de 28 anos do PSDB à frente do governo paulista.

Abandono de aliados

Além do alerta de Garcia, aliados de Doria dizem que pesou na decisão dele o abandono de aliados que estavam com ele nas prévias do PSDB, mas se afastaram depois, após sua candidatura não decolar nas pesquisas.

Entre esses “ex-apoiadores” que teriam abandonado Doria, interlocutores do ex-governador citam deputados federais paulistas do PSDB, como Carlos Sampaio e Samuel Moreira.

Submergir

Após a desistência, aliados aconselharam Doria a “submergir” nos próximos meses. O tucano deve viajar nas próximas semanas, antes de anunciar seu futuro político.

Tucanos próximos ao ex-governador não descartam, porém, que ele possa “ressurgir” como candidato ao Planalto lá na frente, caso a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) também não deslanche.

A senadora, como vem mostrando a coluna, foi escolhida como nome único ao Palácio do Planalto da chamada “terceira via”, grupo composto por PSDB, MDB e Cidadania.

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