Notícias, furos e bastidores de política e economia. Com Gustavo Zucchi

Com receio sobre Tereza Cristina, Bolsonaro tem plano B para vice mulher

Nome da ex-ministra da Agricultura para vice tem sido defendido por integrantes da ala política do governo e pelos filhos do presidente

atualizado 21/06/2022 19:00

Bolsonaro e Tereza Cristina, ministra da Agricultura, sentam-se juntos em evento no Planalto. Ela usa óculos, tem cabelos curtos e loiros. Ele usa terno e gravata, camiseta clara. Ambos olham seriamente para frente - MetrópolesIsac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro confessou a aliados ter um receio principal em escolher a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP) como candidata a vice em sua chapa nas eleições deste ano.

O temor está relacionado ao medo do atual chefe do Palácio do Planalto de sofrer um processo de impeachment por parte do Congresso Nacional, algo que o acompanha desde o primeiro mandato.

Segundo auxiliares, Bolsonaro até confia que Tereza não o trairia. Ele avalia, porém, que o nome da ex-ministra seria mais “palatável” para o Congresso, o que facilitaria o avanço de um eventual impeachment.

Tereza Cristina está em seu segundo mandato como deputada federal pelo Mato Grosso do Sul. Antes de ingressar no PP, em março de 2022, ela já foi filiada ao PSDB, PSB, ao Democratas (atual União Brasil).

Plano B

O nome de Tereza tem sido defendido por integrantes da ala política do governo e até pelos filhos de Bolsonaro. O argumento é de que uma vice mulher pode ajudar a reduzir a resistência do eleitorado feminino ao presidente.

Diante dessa pressão, auxiliares dizem que Bolsonaro tem um “plano B” para caso seus aliados imponham a necessidade de ele ter uma vice mulher: a ex-ministra Damares Alves (Republicanos).

Segundo aliados, Bolsonaro considera Damares leal e avalia que, pelo perfil mais ideológico e pouca experiência política, a ex-ministra enfrentaria resistência do Congresso, o que ajudaria a brecar um eventual impeachment.

Por ora, Damares tem ensaiado uma candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. A própria ex-ministra, porém, admite nos bastidores estar de “stand-by” para eventualmente ser vice de Bolsonaro.

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