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Igor Gadelha

Campanha de Bolsonaro dá voto jovem como causa perdida

Para estrategistas da campanha, não há como reverter a rejeição do presidente perante o eleitorado mais jovem até a eleição

29/07/2022 02:00, atualizado 29/07/2022 08:51
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Igo Estrela/Metrópoles
Convenção Nacional do Progressistas oficializa apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL)

A campanha à reeleição de Jair Bolsonaro já dá como causa perdida a tentativa de conquistar o voto dos jovens. A avaliação é que não há como reverter a rejeição do presidente da República nesse público para a eleição de outubro.

Estrategistas da campanha reconhecem que o problema é o discurso de Bolsonaro em alguns temas. O presidente é terminantemente contra a liberação de drogas e a descriminalização do aborto, por exemplo. Dois temas  de forte apelo entre eleitores jovens.

Outro ponto, argumentam fontes da campanha, seria o fato de Bolsonaro ser rejeitado por muitos artistas populares entre o eleitorado jovem, como a cantora Anitta, o que contribui para dificultar o diálogo com eleitores dessa faixa etária.

Pesquisa Datafolha realizada apenas entre jovens de 16 a 29 anos revelou que Lula também lidera entre essa parcela do eleitorado. Segundo o levantamento, o petista tem 51% de preferência entre os entrevistados, ante 20% de Bolsonaro.

Estratégia

Auxiliares presidenciais ressaltam que foi com base nesse diagnóstico sobre o voto jovem que a campanha decidiu focar seus esforços em outra parcela do eleitorado na qual Bolsonaro também enfrenta rejeição: as mulheres.

A avaliação de estrategistas da campanha é de que, diferentemente do que acontece no meio jovem, há como reverter a resistência do atual chefe do Palácio do Planalto perante o eleitorado feminino. Os primeiros movimentos aconteceram já na convenção do PL no último domingo (24/7).

No evento, a primeira-dama Michelle Bolsonaro ressaltou o trabalho do governo do marido voltado para as mulheres. O discurso foi uma tentativa  de “humanizar” a imagem do atual presidente da República.

A ideia da campanha é insistir com a presença de Michelle próxima ao presidente, mas também em agendas independentes. Como mostrou a coluna, o PL estuda maneiras de viabilizar agendas próprias da primeira-dama pelo Brasil.

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