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Igor Gadelha

Câmara homenageará Marielle dois dias após prisão de mandantes

Câmara fará sessão em homenagem a Marielle Franco na terça-feira (26/3). No mesmo dia, deputados podem votar prisão de suposto mandante

24/03/2024 14:56, atualizado 24/03/2024 15:57
Renan Olza/Camara Municipal do Rio de Janeiro
Marielle Franco era vereadora do Rio de Janeiro (RJ) pelo PSol. Ela foi morta pelo miliciano Ronnie Lessa, apontado como "psicopata" em depoimento de delegado.

A Câmara dos Deputados realizará nesta semana uma sessão solene para lembrar a morte da vereadora Marielle Franco (PSol). O evento acontecerá na terça-feira (26/3), dois dias após a prisão dos supostos mandantes do crime.

A sessão já estava marcada antes da operação deste domingo (24/3) que prendeu o deputado Chiquinho Brazão (União-RJ). Ele foi citado na delação do ex-policial militar Ronnie Lessa como um dos mandantes da morte de Marielle em 2018.

A sessão solene foi pedida pela deputada federal Talíria Petrone (PSol-RJ) e faz parte das homenagens prestados por aliados de Marielle para lembrar os seis anos da morte da vereadora do Rio, ocorrida no dia 14 de março de 2018.

No mesmo dia da sessão solene, a Câmara poderá decidir se mantém ou não a prisão de Brazão. Como previsto na Constituição Federal, a Casa deve analisar prisões de seus parlamentares na primeira sessão após receber os autos do STF.

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A previsão é que a Câmara seja oficialmente notificada pelo Supremo nesta segunda-feira (25/3) sobre a prisão de Brazão. O deputado federal foi preso no Rio de Janeiro, mas cumprirá a decisão na Penitenciária Federal de Brasília.

Tramitação

Depois que a Câmara for notificada, Arthur Lira (PP-AL) notificará Brazão de que seu caso será analisado na próxima sessão plenária. Para que a prisão seja mantida, são necessários votos de, no mínimo, 257 dos 513 deputados. A votação é aberta.