Igor Gadelha

Câmara já se prepara para briga jurídica com governo em 2026

Governo Lula já avisou deputados que irá ao STF, caso Congresso Nacional aprove nova regra para pagamentos das emendas a partir de 2026

atualizado

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1 de 1 foto colorida mostra plenário da câmara dos deputados MP das Subvenções recesso - Metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Deputados que discutem a proposta de Orçamento da União para 2026 já se preparam para uma briga jurídica da Câmara com o governo Lula no próximo ano, às vésperas da eleição nacional.

Isso porque o Palácio do Planalto já fez chegar a líderes da Casa Legislativa que pretende judicializar o chamado “calendário das emendas”, que obrigaria o governo a pagá-las antes do período eleitoral.

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Com novo concurso em breve, Câmara dos Deputados nomeia 37 aprovados
Após a comissão especial, a PEC será enviada ao plenário. São necessários, no mínimo, 308 votos — em dois turnos — para a aprovação.
Plenário da Câmara dos Deputados
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Plenário da Câmara dos Deputados

Reprodução/ Câmara dos Deputados
Com novo concurso em breve, Câmara dos Deputados nomeia 37 aprovados
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Com novo concurso em breve, Câmara dos Deputados nomeia 37 aprovados

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Após a comissão especial, a PEC será enviada ao plenário. São necessários, no mínimo, 308 votos — em dois turnos — para a aprovação.
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Após a comissão especial, a PEC será enviada ao plenário. São necessários, no mínimo, 308 votos — em dois turnos — para a aprovação.

Mário Agra/Câmara dos Deputados

Segundo deputados, o governo avisou que, se o calendário for aprovado, vai tentar declará-lo como inconstitucional. Para isso, o Palácio do Planalto acionaria o STF por meio da Advocacia-Geral da União (AGU).

Apesar da ameaça do governo, o Centrão não pretende desistir de aprovar o calendário das emendas. O suposto atraso nos pagamentos é hoje uma das principais reclamações de deputados e senadores em relação ao governo.

Integrantes do grupo também apostam que a disputa não atrasará a votação do Orçamento. Nas palavras de um deputado, seria “desastroso” a peça orçamentária não ser aprovada ainda neste ano.

A avaliação é de que a eventual não votação da LDO e do Orçamento até dezembro atrasaria ainda mais o pagamento das emendas em 2026, o que seria péssimo para os parlamentares em um ano eleitoral.

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