
Cacique do PT vê maré positiva para esquerda na eleição ao Senado
Cacique histórico do PT estima que o partido deve eleger entre oito e dez nomes para o Senado nas eleições de outubro de 2026

A desorganização da direita em relação aos palanques estaduais pode favorecer a esquerda nas eleições ao Senado em 2026, avalia um cacique histórico do PT ouvido pela coluna sob reserva.
Esse petista observa que a direita está dividida em grande parte dos estados. Já a esquerda estaria mais “unificada” e se organizando para eleger pelo menos um candidato ao Senado por unidade da federação.
O dirigente cita como exemplo o Rio de Janeiro, onde a direita está sem um segundo nome definido para a disputa ao Senado após a desistência do ex-governador Cláudio Castro.
Agora, o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisa escolher entre o líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o deputado federal Carlos Jordy (RJ).
O PT, por outro lado, conta com a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que lidera as pesquisas para o Senado. No levantamento da Paraná Pesquisas divulgado em 4 de junho, ela variou entre 34,2% e 35,9%.
Outro estado eleitoralmente importante em que o PT acredita ter chances de eleger um senador é Minas Gerais. Lá, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos é a principal aposta da sigla.
A ex-prefeita mineira lidera a disputa ao Senado no estado com 22% das intenções de voto, de acordo com pesquisa do Instituto Real Time Big Data divulgada no último mês de maio.
Além dos petistas que disputarão as eleições, o partido aposta que elegerá candidatos de legendas aliada. Entre eles, está a ex-ministra Simone Tebet (PSB), que deve concorrer a senadora por São Paulo.
O cacique petista avalia que o PT tem condições de eleger entre oito e dez senadores nas eleições de outubro — em 2026, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa.
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