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Igor Gadelha

Brasil prepara posição mais dura contra Rússia após invasão à Ucrânia

Integrantes do Itamaraty e do Palácio do Planalto dizem que Bolsonaro deve subir o tom contra o presidente russo

24/02/2022 08:55, atualizado 24/02/2022 10:33
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Itamaraty

Após a invasão do território ucraniano por tropas russas nas últimas horas, o governo brasileiro prepara novo posicionamento em relação à ação da Rússia na Ucrânia. Segundo apurou a coluna com integrantes do Itamaraty e do Palácio do Planalto, o Brasil deve abandonar a naturalidade e subir o tom contra o país comandado por Vladimir Putin.

A intenção do governo brasileiro é tornar pública essa nova posição por meio de uma nota à imprensa a ser divulgada pelo Itamaraty. Desde a madrugada desta quinta-feira (24/2), diplomatas brasileiros estão em conversas internas para definir o exato posicionamento do Brasil em relação à invasão dos russos à Ucrânia.

Brasil prepara posição mais dura contra Rússia após invasão à Ucrânia - destaque galeria
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Engarrafamento em Kiev: moradores tentam deixar a capital após o ataque
Tanques militares russos e veículos blindados avançam em Donetsk, Ucrânia
Diante do ataque russo, cidadãos ucranianos deixaram as suas casas, localizadas em zonas de conflito, e recorreram aos trens
Ataque com mísseis
Tanques das forças ucranianas se movem após a operação militar da Rússia
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Tanques das forças ucranianas se movem após a operação militar da Rússia

Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
Engarrafamento em Kiev: moradores tentam deixar a capital após o ataque
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Engarrafamento em Kiev: moradores tentam deixar a capital após o ataque

Pierre Crom/Getty Images
Tanques militares russos e veículos blindados avançam em Donetsk, Ucrânia
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Tanques militares russos e veículos blindados avançam em Donetsk, Ucrânia

Stringer/Agência Anadolu via Getty Images
Diante do ataque russo, cidadãos ucranianos deixaram as suas casas, localizadas em zonas de conflito, e recorreram aos trens
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Diante do ataque russo, cidadãos ucranianos deixaram as suas casas, localizadas em zonas de conflito, e recorreram aos trens

Omar Marques/Getty Images
Ataque com mísseis
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Ataque com mísseis

Pierre Crom/Getty Images

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Como a coluna antecipou nessa quarta-feira (23/2), o governo brasileiro já vinha discutindo abandonar a posição de neutralidade e passar a condenar a ação russa no Leste Europeu. Até então, porém, a ideia era se manifestar conjuntamente com outros países por meio de organismo internacional, entre eles, a ONU.

Diplomatas brasileiros ouvidos pela coluna ressaltaram, no entanto, que a situação mudou consideravelmente após a invasão e já admitem que o Brasil pode também emitir um posicionamento individual condenando a Rússia. A adesão a manifestações multilaterais também se daria, mas a avaliação é de que isso pode demorar um pouco.

Defensores de uma posição mais dura do Brasil em relação aos russos lembram que o presidente Jair Bolsonaro sempre adotou a defesa da soberania como uma das tônicas principais de seus discursos internacionais. Nesse contexto, avaliam que esse discurso pode ser questionado por outros líderes mundiais, caso o Brasil não condene a invasão à Ucrânia.

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Durante encontro com Putin na semana passada em Moscou, Bolsonaro chegou a dizer que os brasileiros eram “solidários à Rússia”, sem especificar a que se referia. Após repercussão negativa, o presidente mudou o tom e, em uma segunda declaração, disse que o Brasil é solidário e respeita países que defendem soluções pacíficas para eventuais conflitos.