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Igor Gadelha

Boulos aciona PGR contra rede social chinesa por ataques a Moraes

Guilherme Boulos enviou à PGR representação contra rede social chinesa que pediu para usuários postarem vídeos com ataques a Moraes e ao STF

03/04/2025 16:00
DANILO M. YOSHIOKA/METRÓPOLES @danilomartinsyoshioka
Boulos cobra transparência de verbas repassadas pelo ministro da Saúde

O deputado Guilherme Boulos (PSol-SP) pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue a rede social chinesa Kwai por incentivar ataques ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes.

O pedido para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, investigue a plataforma foi enviado na quinta-feira (3/4), três dias após o Kwai pedir para seus usuários criarem vídeos com ataques à Corte.

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Guilherme Boulos
Trecho do pedido de Boulos a PGR, com print de tarefa dada pela rede social Kwai para seus produtores de conteúdo
Guilherme Boulos em discurso após ser derrotado por Ricardo Nunes em SP
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Guilherme Boulos em discurso após ser derrotado por Ricardo Nunes em SP

DANILO M. YOSHIOKA/METRÓPOLES @danilomartinsyoshioka
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Trecho do pedido de Boulos a PGR, com print de tarefa dada pela rede social Kwai para seus produtores de conteúdo
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Trecho do pedido de Boulos a PGR, com print de tarefa dada pela rede social Kwai para seus produtores de conteúdo

Boulos diz que a rede social fez um “desafio” a seus criadores de conteúdo no último dia 31 de março. A rede pediu postagens com a hashtag “#ilegal”, em referência a um vídeo exibido por Alexandre de Moraes.

Os usuários deveriam fazer referência ao vídeo exibido por Moraes no julgamento em que a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos no chamado “inquérito do golpe”.

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“A campanha proposta pelo Kwai aos criadores de conteúdos prometia dar mais exposição a quem criasse conteúdos sobre o tema ‘vídeo ilegal pode anular processo contra Bolsonaro’ utilizando a hashtag #ilegal”, diz Boulos no documento.

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O deputado do PSol diz que a ação da plataforma configuraria um “ataque organizado” contra a Corte e pede a instauração de um inquérito contra a rede social e seus representantes no Brasil.

“Estamos diante de um claro e grave ataque ao Supremo Tribunal Federal realizado de forma organizada, incentivada, fomentada e monetizada, com pagamentos e premiações divulgados pelo perfil oficial da plataforma de rede social Kwai”, afirma o deputado na representação enviada à PGR.