Igor Gadelha

Vorcaro quer falar, mas pede que CPMI do INSS vá até ele

Dono do Banco Master, banqueiro Daniel Vorcaro apresentou duas alternativas ao comando da CPMI do INSS para falar à comissão

atualizado

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo do TCU
1 de 1 Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo do TCU - Foto: Reprodução/Internet

Após o STF facultar ao dono do Banco Master o direito de comparecer à comissão, o banqueiro Daniel Vorcaro passou a negociar com a cúpula da CPMI do INSS alternativas para prestar esclarecimentos ao colegiado.

Em conversa com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), na sexta-feira (20/2), Vorcaro avisou que não comparecerá ao depoimento presencial previsto para segunda-feira (23/2), mas disse que quer falar.

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Sessão da CPMI do INSS no Congresso
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Sessão da CPMI do INSS no Congresso
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Sessão da CPMI do INSS no Congresso

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Sessão da CPMI do INSS no Congresso
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Sessão da CPMI do INSS no Congresso

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

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Segundo apurou a coluna, o dono do Banco Master propôs duas alternativas para ser ouvido pela comissão:

  • A primeira sugestão do banqueiro é para que ele seja ouvido em São Paulo, onde mora, apenas pelo presidente e pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL);
  • A segunda proposta do dono do Master é para que o banqueiro envie esclarecimentos por escrito à CPMI.

STF facultou ida de Vorcaro à CPMI

Vorcaro passou a renegociar seu depoimento à CPMI após o ministro do STF André Mendonça, novo relator do Caso Master, dar uma decisão facultando ao banqueiro a decisão de comparecer ou não à comissão.

Na mesma decisão, conforme antecipou a coluna, Mendonça proibiu Vorcaro de viajar a Brasília em avião particular. O banqueiro foi autorizado a se deslocar apenas em voo comercial ou em aeronave oficial da Polícia Federal.

O que pesou na decisão de Vorcaro

Aliados de Vorcaro, contudo, dizem que o que mais pesou na decisão de Vorcaro teria sido a resistência do presidente da CPMI em não formalizar por escrito um acordo de procedimentos para o depoimento presencial.

Vorcaro queria que Viana assinasse um acordo prometendo que Vorcaro não seria exposto no trajeto de São Paulo a Brasília e que seria ouvido na condição de investigado, o que o daria o direito de ficar em silêncio.

O presidente da CPMI, contudo, teria oferecido ao banqueiro um acordo formalizado apenas de boca. O dono do Banco Master, no entanto, fazia questão de que o acerto fosse formalizado em um documento.

Vorcaro avalia ida à CAE

Apesar de desistir da CPMI do INSS, o banqueiro ainda avalia comparecer ao depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A sessão está marcada para a terça-feira (24/2).

A avaliação de Vorcaro, segundo aliados, é de que o ambiente para ele na CAE seria mais controlado, uma vez que a comissão é composta apenas por senadores — a CPMI é composta por deputados e senadores.

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