
Igor GadelhaColunas

Após acidente em SC, deputados propõem novas regras para voos de balão
Após acidente com balão que deixou oito mortos em SC, deputados apresentam projetos com regras mais rígidas para prática de balonismo
atualizado
Compartilhar notícia

Após o acidente com um balão que pegou fogo e caiu em Praia Grande (SC), deixando oito pessoas mortas e outras 13 feridas, deputados apresentaram, na Câmara, projetos de lei propondo novas regras para a prática no Brasil.
Até a tarde desta segunda-feira (23/6), ao menos dois projetos foram protocolados: um pelo deputado Fábio Teruel (MDB-SP) e outro por Toninho Wandscheer (PP-PR). Ambos propõem maior rigor para a prática do balonismo.
“A urgência da matéria se impõe diante de acidentes recentes que evidenciaram fragilidades no modelo atual. Destaca-se, com pesar, o acidente ocorrido no dia 21 de junho de 2025, no município de Praia Grande, em Santa Catarina, que resultou em vítimas fatais e expôs a necessidade de critérios técnicos mais rigorosos, tanto para a operação de balões quanto para a habilitação dos pilotos. Episódios como esse ressaltam o dever do Estado em garantir padrões mínimos de segurança e fiscalização da atividade”, diz o texto de Wandscheer.
O projeto de Fábio Teruel prevê que os balões tenham de obter certificação mais rígida antes de voar, de forma semelhante ao que acontece com outros tipos de aeronaves, como aviões e helicópteros.
“Atualmente, as operações de balões tripulados estão sujeitas apenas ao Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 103, que não exige certificação de aeronavegabilidade, inspeções técnicas nem habilitação formal de pilotos — realidade que contrasta com as exigências aplicadas a outras aeronaves civis”, diz a justificativa de Teruel.
Já a proposta de Wandscheer regulamenta a prática do balonismo. O projeto também cria a exigência de certificação dos balões e proíbe a prática desportiva para atividades remuneradas.
“A diferenciação entre o balonismo turístico — com fins comerciais e voltado à prestação de serviços remunerados a turistas — e o balonismo desportivo — de natureza competitiva e não remunerada — é essencial para garantir regras claras e proporcionais às finalidades distintas. O projeto propõe essa distinção de forma objetiva, respeitando as competências das autoridades aeronáuticas e desportivas, sem invadir a autonomia das entidades privadas”, diz o deputado do PP em sua justificativa.









