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Igor Gadelha

Ao contrário de 2022, urnas chegam às eleições de 2024 sem ataques

Ao contrário das eleições de 2022, urnas eletrônicas não são questionadas pelos principais candidatos no pleito municipal de 2024

06/10/2024 05:00
Reprodução/ TSE
Com novo design e melhorias no processamento, urnas eletrônicas das Eleições 2024 contam com sistema de voz para guiar deficientes visuais - Metrópoes

As eleições de 2024 chegam ao seu primeiro turno neste domingo (6/10) com uma importante mudança em relação ao pleito de 2022. Diferentemente da última eleição nacional, este ano praticamente nenhum candidato relevante questionou a segurança e a idoneidade das urnas eletrônicas.

Durante a campanha municipal de 2024, nenhum dos principais candidatos colocou em xeque o modelo de votação. A exceção foi um breve questionamento do candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, que, sem mencionar a urna, disse que, se ele não ganhar, “é rolo”.

Confira a página especial sobre as Eleições de 2024

A ausência de ataques às urnas eletrônicas se reflete até mesmo nas pesquisas de brasileiros na internet. Com base em dados da ferramenta “Google Trends“, é possível ver que as buscas pelo termo “urna eletrônica” crescem pouco ao longo do ano de 2024 (veja gráficos abaixo).

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Imagem mostra busca pelo termo "urna eletrônica" em 2022
No Brasil, o voto é obrigatório para todo cidadão, nato ou naturalizado, alfabetizado, com idade entre 18 e 70 anos
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Reprodução/Google
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No Brasil, o voto é obrigatório para todo cidadão, nato ou naturalizado, alfabetizado, com idade entre 18 e 70 anos
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No Brasil, o voto é obrigatório para todo cidadão, nato ou naturalizado, alfabetizado, com idade entre 18 e 70 anos

Ton Molina/Getty Images

Em comparação com as eleições gerais de 2022, há diversos picos de buscas sobre o termo. No último pleito, o então presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, chegou a convocar embaixadores de outros países para criticar a segurança da urna eletrônica no Brasil.

A reunião custou caro para Bolsonaro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-presidente por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, declarando-o inelegível pelos próximos oito anos. Assim, ele só poderá voltar a concorrer a partir de 2030.

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Há dois anos, o PL, partido do ex-presidente da República, também chegou a formular um questionamento formal ao TSE contra as urnas eletrônicas. Em 2024, até a manhã do domingo do primeiro turno, não há notícia de partidos pedindo auditoria em relação à ferramenta.

Nas eleições municipais deste ano, o próprio Bolsonaro, que está auxiliando aliados em campanha por diversas cidades Brasil afora, incluindo várias capitais, não criticou as urnas eletrônicas, nem levantou suspeitas sobre os resultados eleitorais do domingo até agora.