Igor Gadelha

Análise: agora só a política salva Bolsonaro

Com sua provável condenação no inquérito do golpe, Jair Bolsonaro terá de confiar que a política encontrará um jeito de livrá-lo da prisão

atualizado

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Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar em Brasília Metropoles
1 de 1 ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar em Brasília Metropoles - Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Até mesmo aliados admitem: dificilmente Jair Bolsonaro escapará da condenação no julgamento do chamado “inquérito do golpe”, que começa na terça-feira (2/9) no STF. Mas há uma luz no horizonte do ex-presidente.

Com a perspectiva de condenação e de prisão em regime fechado, a única chance de Bolsonaro evitar longos anos atrás das grades será a política. E provavelmente apenas com uma possível mudança de ventos a partir de 2026.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar
Jair Bolsonarofoi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado
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Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado

Hugo Barreto/Metrópoles
O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar
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O ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
Jair Bolsonarofoi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado
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Jair Bolsonarofoi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado

Breno Esaki/Metrópoles

A situação lembra a de Lula em 2018. O petista foi preso quando o cenário político indicava uma virada à direita. Em novembro de 2019, com o mundo político disposto a se livrar da Lava Jato, acabou solto por decisão do STF.

Agora, o recado a Bolsonaro é semelhante. No momento, não há como ele escapar da decisão do Supremo. Mas a conjuntura pode mudar em 2026, especialmente se Lula for derrotado na eleição presidencial.

Nesse cenário, caciques do Centrão aconselham Bolsonaro a abandonar o “delírio” de lançar Eduardo Bolsonaro na disputa e a apostar tudo no governador Tarcísio de Freitas, considerado o nome mais forte para derrotar Lula.

O próprio Tarcísio já afirmou, em diversas entrevistas, que, caso seja eleito presidente da República em 2026, seu primeiro ato seria conceder indulto a Bolsonaro e aos demais condenados no inquérito do golpe.

Essa, porém, não é a única alternativa. Com os ventos soprando à direita, Bolsonaro poderia contar com maioria no Senado — o que abriria espaço para pressionar por impeachment de ministros do STF.

Há ainda esperança de que o próprio Supremo, tendo seu caráter político cada vez mais realçado nos últimos anos, possa entender, como foi com Lula, de que o processo contra Bolsonaro teve abusos. E anular as condenações.

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