
Aliados de Trump encomendam pesquisa para medir impacto de sanções a Moraes
Pesquisa ouviu 2 mil brasileiros e busca medir se nova pressão de Washington contra Moraes pode beneficiar Lula ou Flávio Bolsonaro

A direita norte-americana encomendou uma nova pesquisa sobre o cenário eleitoral brasileiro ao McLaughlin & Associates, um dos institutos com atuação próxima ao universo político de Donald Trump.
Segundo uma fonte com trânsito nos Estados Unidos, a pesquisa foi a campo nesta semana e tem, entre os objetivos, medir de forma independente os efeitos políticos de uma eventual retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e da ampliação de sanções a outras autoridades brasileiras.

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Ver todasA sondagem busca responder a uma questão que passou a interessar diretamente o governo norte-americano: uma eventual pressão adicional de Washington sobre integrantes do Supremo Tribunal Federal favoreceria ou prejudicaria eleitoralmente o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, ou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva?
Já foram ouvidos 2 mil brasileiros. A pesquisa não será tornada pública e terá circulação restrita, com resultados destinados ao uso interno da direita dos EUA.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA movimentação ocorre em um momento de forte tensão em torno de Moraes. Nesta semana, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de documentos da investigação da Polícia Federal, que reúne mensagens, contratos e outros registros relacionados à relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A pesquisa norte-americana, de acordo com a fonte, pretende justamente avaliar o impacto eleitoral desse ambiente de pressão internacional e dos novos desdobramentos envolvendo Moraes.
A pergunta que os americanos querem responder é simples, mas pode ter consequências importantes para a eleição de 2026: quanto mais os Estados Unidos pressionarem Moraes, quem ganha eleitoralmente no Brasil: Flávio Bolsonaro ou Lula?



