
Igor GadelhaColunas

A viagem de Moraes com Alckmin e ministros após a derrota de Messias
Visto como um dos algozes de Jorge Messias, Alexandre de Moraes viajou com Alckmin e ministros de Lula logo após a derrota do AGU no Senado
atualizado
Compartilhar notícia

Apontado por Jorge Messias como um de seus algozes, o ministro do STF Alexandre de Moraes viajou com o vice-presidente Geraldo Alckmin e mais dois ministros do governo Lula um dia após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União ao STF.
O voo foi requisitado por Alckmin e partiu de Brasília na noite da quinta-feira (30/4) rumo a São Paulo. Além de Moraes, o vice-presidente deu carona ainda para os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência).
Durante o voo, segundo relatos feitos à coluna, Moraes negou aos aliados de Lula ter trabalhado contra Messias, conforme propagado pelo governo após a derrota. O recado já foi transmitido por alguns ministros ao presidente da República, que não acreditou muito.
Moraes também procurou o próprio Messias, por meio de mensagem de texto e ligação telefônica. O advogado-geral da União, contudo, tem dito, nos bastidores, que deseja conversar pessoalmente com o ministro do Supremo para acertar os ponterios entre eles.
Lula e Messias veem acordão
Como noticiou a coluna, Lula e Messias atribuem a rejeição do nome do titular da AGU a um suposto “acordão” entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro Alexandre de Moraes.
Para integrantes do Palácio do Planalto, o acordo teria envolvido não só a rejeição de Messias, mas também a derrubada dos vetos de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, e a manutenção dessa decisão pelo STF.





