Igor Gadelha

PGR e ministros do STF reagem à ligação de Bolsonaro a Mourão

Para ministros do STF, cabe à PGR pedir alguma medida ou cobrar esclarecimentos de Mourão e Bolsonaro sobre ligação antes de depoimento

atualizado

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o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e Vice Hamilton Mourao
1 de 1 o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e Vice Hamilton Mourao - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro ligou para o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) antes do depoimento do general ao STF no inquérito do golpe repertiu mal entre ministros da Corte e integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na avaliação de ministros do Supremo, o caso pode configurar obstrução de Justiça, se ficar comprovado que Bolsonaro manipulou ou coagiu Mourão. Nesse caso, lembram os magistrados, o ex-presidente poderia até mesmo ter a prisão preventiva decretrada pela Corte.

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Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão
O então presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão
General Hamilton Mourão, senador e ex-vice-presidente da República
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General Hamilton Mourão, senador e ex-vice-presidente da República

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O então presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão
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O então presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão

Isac Nóbrega/PR

Ministros do STF afirmam, nos bastidores, que a bola agora está com a PGR. Ou seja, cabe ao Ministério Público pedir ao Supremo a adoção de alguma medida ou cobrar esclarecimentos de Mourão e Bolsonaro sobre a conversa dos dois antes do depoimento do ex-vice-presidente.

Como a coluna revelou mais cedo, Bolsonaro ligou para Mourão na semana passada, antes do depoimento do senador no inquérito do golpe. À coluna o general contou que Bolsonaro lhe pediu que reforçasse, na oitiva, alguns pontos que o ex-presidente considerava importantes.

Segundo Mourão, Bolsonaro pediu, por exemplo, que ele reforçasse nunca ter ouvido qualquer menção do ex-presidente sobre ruptura institucional. Após a publicação da matéria, o senador procurou a coluna para ressaltar que a conversa durante o telefonema foi “genérica”.

O depoimento de Mourão ao STF ocorreu na sexta-feira (23/5). Ele depôs como testemunha de defesa de Bolsonaro. Além do ex-presidente, ele foi indicado como testemunha de defesa pelos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Braga Netto, todos também réus no inquérito.

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