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Igor Gadelha

A quarentena remunerada de Nísia após deixar o Ministério da Saúde

Demitida do Ministério da Saúde por Lula, Nísia Trindade vai solicitar à Presidência da República quarentena remunerada de seis meses

Repórter de Igor Gadelha10/03/2025 14:30, atualizado 10/03/2025 19:39
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Hugo Barreto/Metropóles @hugobarretophoto
Imagem colorida de Nísia e Lula - Metrópoles

Prestes a ser exonerada do comando do Ministério da Saúde, Nísia Trindade vai pedir à Comissão de Ética da Presidência da República para cumprir quarentena remunerada por seis meses.

Durante esse período, a futura ex-ministra continuará recebendo a mesma remuneração que fazia jus durante o exercício do cargo, de R$ 44 mil brutos, ou seja, sem descontos.

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Presidente Lula já tinha avisado a aliados sobre a demissão da ex-minsitra
Contrato foi firmado na gestão da ex-ministra Nísia Trindade
Ex-ministra já começou a transição
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Presidente Lula já tinha avisado a aliados sobre a demissão da ex-minsitra
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Contrato foi firmado na gestão da ex-ministra Nísia Trindade
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Contrato foi firmado na gestão da ex-ministra Nísia Trindade

Reprodução
Ex-ministra já começou a transição
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Ex-ministra já começou a transição

Lula Marques/Agência Brasil

À coluna Nísia informou que, mesmo em quarentena remunerada, retornará a suas atividades como pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição vinculada ao Ministério da Saúde da qual é servidora concursada.

“Não há contradição entre estar em quarentena, conforme previsto na legislação, e retomar minhas atividades como pesquisadora da Fiocruz, o que, a rigor, nunca deixei de exercer”, explicou a ministra.

No período da quarentena, no entanto, Nísia não poderá exercer nenhuma atividade privada que possa caracterizar conflito de interesses, incluindo, nesse bojo, consultorias.

A quarentena está prevista na Lei n. 18.813, de maio de 2013, e visa impedir que ministros usem as informações privilegiadas a que tiveram acesso quando estavam no governo em benefício de interesses privados.

Conforme noticiou a coluna, após demitir Nísia, o presidente Lula avalia nomear sua ex-ministra para algum cargo em um organismo internacional ligado à área da saúde nos próximos meses.

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