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Igor Gadelha

A estratégia de Alcolumbre para lidar com Flávio

Davi Alcolumbre decidiu não dar palco à carta golpista de Flávio Bolsonaro e só pretende reagir se atuação do senador nos EUA escalar

29/10/2026 12:20
Reprodução/Redes sociais
Davi Alcolumbre presidente do Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conduzia a sessão no plenário da Casa quando recebeu, na tarde da quarta-feira (28/10), a notícia da carta golpista divulgada pelo senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A reação de Alcolumbre foi ignorar o documento. Segundo auxiliares, a estratégia do presidente do Senado é manter o silêncio sobre o tema para evitar dar palco à iniciativa de Flávio e, assim, não ampliar a repercussão dentro da Casa.

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Flávio Bolsonaro prepara os últimos movimentos de campanha antes do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro
Presidente do Congresso, Davi Alcolumbre
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

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Flávio Bolsonaro prepara os últimos movimentos de campanha antes do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro
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Flávio Bolsonaro prepara os últimos movimentos de campanha antes do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Presidente do Congresso, Davi Alcolumbre
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Presidente do Congresso, Davi Alcolumbre

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A estratégia de Alcolumbre, neste momento, é acompanhar os próximos passos de Flávio nos Estados Unidos. O chefe do Senado só pretende se manifestar caso avalie que a situação escalou e passou a exigir uma resposta institucional.

Um interlocutor descreveu Alcolumbre à coluna como um “defensor das prerrogativas parlamentares”. Por isso, considera improvável que ele adote, neste momento, alguma medida contra Flávio, cujo mandato de senador termina em janeiro de 2027.

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Essa disposição, porém, pode mudar caso o primogênito de Jair Bolsonaro eleve o tom nos Estados Unidos e passe a adotar iniciativas que, na avaliação do atual comandante do Senado, sejam consideradas uma atuação contra o país.

Mandato à distância

Na sessão semipresencial de quarta-feira, Flávio não registrou presença. Segundo auxiliares de Alcolumbre, o senador do PL também não comunicou oficialmente ao Senado que deixaria o Brasil rumo aos Estados Unidos, onde desembarcou ontem.

Em viagens internacionais como missão oficial, senadores dispõem de um aparelho que permite registrar presença e participar de votações mesmo fora do país. O Senado ainda não sabe se Flávio levou o equipamento para os Estados Unidos.

Como a situação é considerada sem precedentes, equipes técnicas do Senado estão analisando o regimento interno e outras normas da Casa para definir quais procedimentos poderão ser adotados caso Flávio tente exercer o mandato à distância.