Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Tarcísio ainda precisa explicar impacto da Ferrogrão, cobram ativistas

Ministro tem sido cobrado por eventual desmatamento que seria causado pela construção de ferrovia

atualizado 16/07/2021 16:53

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ativistas da organização Grupo de Trabalho de Infraestrutura, que reúne 40 organizações da sociedade civil em torno de questões de infraestrutura, afirmam que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ainda precisa dar explicações sobre os impactos da construção da Ferrogrão, ferrovia que deve ligar o porto fluvial de Miritituba, no Pará, à cidade de Sinop, no Mato Grosso.

Para a entidade, Tarcísio não esclareceu as dúvidas levantadas por uma carta do grupo enviada nesta semana a bancos pedindo que a construção da ferrovia não seja financiada. O grupo argumenta que a Ferrogrão geraria o desmatamento de uma área equivalente à cidade de São Paulo, além de prejudicar comunidades indígenas.

Na quarta-feira, Tarcísio reagiu a notícias da carta, afirmando que a ferrovia é sustentável: “O Brasil é o único país no mundo em que é preciso se esforçar para explicar que uma ferrovia é sustentável. A alternativa à Ferrogrão é a duplicação da BR-163/PA, por onde sobem hoje 2.000 caminhões por dia”, disse o ministro.

Segundo o secretário-executivo do GT de Infraestrutura, Sérgio Guimarães, a resposta de Tarcísio é insuficiente e demonstra que o ministro não leu a carta do grupo, que não menciona alternativas por rodovias, mas por ferrovias. O ativista defende, por exemplo, a expansão da Ferronorte.

“Em seu comentário, o ministro fala dos impactos das rodovias, mas a carta das organizações não faz esse tipo de comparação. Pelo contrário, a comparação é com outros projetos ferroviários. A impressão que fica é que ele não leu o documento”, disse Guimarães.

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