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Guilherme Amado

Sem apresentar resultados, presidente do INSS tem cabeça a prêmio

Leonardo Rolim não conseguiu reduzir fila de pedidos de benefícios

Guilherme Amado30/08/2021 09:50, atualizado 30/08/2021 11:14
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Lúcio Bernardo Jr./Ag. Câmara
Leonardo Rolim, presidente do INSS

Cresce no governo a insatisfação com o presidente do INSS, Leonardo Rolim. Quando assumiu o cargo, no início do ano passado, Rolim estabeleceu como meta prioritária a redução da fila de pedidos de benefícios que, àquela altura, passava de 1,3 milhão.

Hoje, mais de um ano depois da promessa, o problema aumentou. Aproximadamente 1,4 milhão de pessoas país afora aguarda decisão sobre pedidos de aposentadoria, pensão, entre outras medidas de proteção social.

A situação é mais grave porque, neste mesmo período, Rolim contratou 2,5 mil servidores com o pretexto de agilizar a análise dos pedidos. Um terço dos contratados são militares da reserva. A medida, sem resultado prático, terá custo de R$ 114 milhões aos cofres públicos até o fim do ano.

Pressionado a resolver a questão, Rolim apresentou como solução pedido para a contratação de mais 7 mil funcionários. Segundo ele, a ideia é substituir os servidores do órgão que se aposentaram nos últimos anos.

A desculpa para mais gastos não colou. O déficit de servidores é anterior à promessa de Rolim de baixar as filas com a contratação de militares e civis aposentados.

Sem solução à vista, pedidos, que deveriam ser analisados em até três meses, aguardam resposta do governo há mais de três anos.