Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Restaurante de pedido de propina é de bolsonarista defensor de cloroquina

O Vasto faz parte do Grupo Coco Bambu, que pertence ao empresário Afrânio Barreira

atualizado 29/06/2021 23:36

Isac Nóbrega/PR

O Vasto, restaurante onde teria ocorrido o pedido de propina para compra de vacina, é parte do Grupo Coco Bambu, que pertence ao empresário Afrânio Barreira, um árduo defensor de Jair Bolsonaro e da cloroquina.

Em 2018, Barreira e outro dono da empresa, Eugênio Veras Vieira, doaram R$ 20 mil cada à campanha de Bolsonaro.

Em 2020, Barreira disparou uma mensagem de WhatsApp para amigos em defesa de Bolsonaro.

A mensagem dizia que os “formadores de opinião” tratavam a cloroquina, um medicamento sem eficácia comprovada, como tabu, “justamente por ter sido o presidente Bolsonaro o primeiro a abordar o tema.”

“Muitos médicos, empresários e políticos quando adoeciam tomavam essas medicações. E o pior, pareciam querer esconder o seu uso, por razões obscuras, e que até hoje não entendo (…) Hoje, muitas operadoras de saúde estão usando essas medicações já nas fases iniciais, mas esse protocolo de tratamento ainda não foi aplicado por todos os governos. Quantas vidas poderiam ter sido salvas? Quantas vidas ainda podemos salvar?”, escreveu, referindo-se à cloroquina.

Na noite desta terça-feira (29/06), a repórter Constança Rezende trouxe uma entrevista com o representante da empresa de vacinas Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, em que ele afirma que recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. A oferta teria sido feita por Roberto Ferreira Dias.

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