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Guilherme Amado

Planalto não tem pressa para se acertar com deputados do União Brasil

Deputados do União Brasil estão irritados com as nomeações para os ministérios e prometem retaliar o governo Lula em votações na Câmara

26/01/2023 13:00, atualizado 26/01/2023 13:11
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Ricardo Stuckert/PR
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia no Planalto

O Planalto prega cautela para consertar a relação com a bancada do União Brasil na Câmara, azedada após Lula ignorar os deputados e negociar diretamente com Davi Alcolumbre os ministérios do partido. A ideia é avaliar o tamanho do estrago para buscar a solução correta para o problema.

Lula, portanto, só deverá agir em relação ao União Brasil quando a pauta de votações ganhar tração na Câmara. A bancada do partido, composta por 59 congressistas, diz-se independente e ameaça criar dificuldades para o presidente.

Os deputados afirmam que os ministérios que o partido levou — Turismo, Comunicação Social e Integração Nacional, ocupado pelo pedetista Waldez Góes, mas a pedido de Alcolumbre — não garantirão o apoio majoritário da bancada na Câmara. Eles ainda reclamam do veto que o PT impôs a Elmar Nascimento, influente parlamentar da legenda.

O PT avalia que a pressão do União Brasil está ligada ao apetite por cargos no segundo escalão do governo federal. Elmar Nascimento, por exemplo, exerce influência na Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), estatal cara ao Centrão pelos fartos contratos de obras.