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Guilherme Amado

PCC no DF opera como "verdadeira empresa do crime", diz Justiça

Relatório do Tribunal de Justiça do Distrito Federal é baseado em dez operações policiais contra o Primeiro Comando da Capital (PCC)

31/10/2024 18:33, atualizado 01/11/2024 20:46
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Marcola, homem branco, magro, de cabelos curtos e escuros, veste uniforme azul, usado na prisão; ele é escoltado por policiais de uniformes pretos e com rostos borrados

A célula da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no Distrito Federal opera como “verdadeira empresa do crime” e busca expandir seu território, afirmou um documento do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) no início do mês. As informações se baseiam em ao menos dez operações policiais contra o PCC.

“O PCC opera a partir de uma hierarquizada cadeia de comando que, dividida em determinadas funções de liderança, administra não apenas o ingresso de novos membros e o quantitativo de ‘irmãos’ no Estado, mas produz informações que os auxiliam a gerir a célula criminosa e a conduzir a atuação dos integrantes nas atividades de interesse da organização, voltadas para a sua expansão no território de domínio”, afirmou o relatório do TJDFT.

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Marcola está na Penitenciária Federal do DF
Marcola chamou Soriano de "psicopata"
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PCC pagava propina a agentes para manter o tráfico
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PCC pagava propina a agentes para manter o tráfico

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Marcola está na Penitenciária Federal do DF

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Marcola chamou Soriano de "psicopata"
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Marcola chamou Soriano de "psicopata"

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André do Rap é considerado líder do narcotráfico no PCC e está foragido
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André do Rap é considerado líder do narcotráfico no PCC e está foragido

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André do Rap é considerado o maior criminoso foragido de SP
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André do Rap é considerado o maior criminoso foragido de SP

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Riola foi preso em 2020, mas fugiu do Brasil em 2021, quando foi transferido para o regime semiaberto
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Riola foi preso em 2020, mas fugiu do Brasil em 2021, quando foi transferido para o regime semiaberto

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Elvis Riola, membro do PCC, foi preso pela polícia boliviana
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Elvis Riola, membro do PCC, foi preso pela polícia boliviana

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Avião apreendido no Campo de Marte, na capital paulista
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Avião apreendido no Campo de Marte, na capital paulista

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O documento foi concluído no último dia 10, quando os desembargadores rejeitaram recursos das defesas de alvos da terceira fase da Operação Saturação, cumprida em 30 de agosto. Na ocasião, a Polícia Civil do DF cumpriu 90 mandados judiciais, inclusive em celas de unidades prisionais do Complexo Penitenciário da Papuda.

Ainda segundo o relatório judicial, cada integrante do PCC no Distrito Federal “tem sua importância”, em uma operação comparada a uma “verdadeira empresa do crime” que tem núcleos especializados na “área 61”, que abrange o DF e o Entorno.

“Baseadas na ideia de especialização de tarefas em prol do crescimento e consolidação do grupo, apurou-se que as funções de liderança da ‘área 61’ prestam-se também como incentivos ao maior envolvimento e interação dos integrantes da célula e estão estruturadas com divisão de atribuições dentro e fora do sistema prisional, em moldes similares aos implantados nos demais estados da federação.

Atlas da Violência apontou atuação do PCC no DF

Em junho, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou a atuação de quatro facções principais no DF: PCC, Comando Vermelho, Comboio do Cão e Amigos do Estado.
“Como de se esperar pela localização geográfica, o crime na região possui relação totalmente imbricada com o tráfico do estado do Goiás”, afirmou o Atlas da Violência. Segundo o documento, uma “parcela significativa” dos homicídios na região é atribuída à facção Amigos do Estado.

“Parcela significativa dos homicídios são atribuídos a traficantes integrantes da facção Amigos do Estado, que fornecia drogas para o Comboio do Cão (originário do DF), movimentando mais de R$ 1 bilhão com tráfico e assaltos”, seguiu o documento feito por pesquisadores do Ipea.

“Estão em quase todos os estados”, diz Lula a governadores

Nesta quinta-feira (31/10), Lula apresentou a governadores no Palácio do Planalto uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Disse o presidente mais cedo:
“Eles [organizações criminosas] estão em quase todos os estados disputando eleições, elegendo vereadores. […] Quem sabe, indicando pessoas para utilizar cargos importantes nas instituições brasileiras”, afirmou, citando o PCC e o Comando Vermelho.