Guilherme Amado

Paciente com câncer diz que filha foi sequestrada por pai na Hungria

Carioca Letícia Lobão afirma que filha de 12 anos foi sequestrada por pai na Hungria na quarta-feira (2/2)

atualizado

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Letícia Lobão
1 de 1 Letícia Lobão - Foto: Reprodução

A gerente de recursos humanos Letícia Lobão, do Rio de Janeiro, afirma que sua filha de 12 anos foi sequestrada pelo pai na Hungria desde a quarta-feira (2/2). Na quinta-feira (3/2), Letícia, que enfrenta um tipo raro de câncer, gravou um vídeo e escreveu uma carta pedindo ajuda para acionar autoridades diplomáticas e pagar advogados. Letícia se intitula “mãe desesperada”.

Segundo Letícia, sua filha Sophie viajou à Hungria em 22 de dezembro e deveria retornar na quarta-feira (2/2), o que não aconteceu. O pai da menina mora naquele país e, por decisão judicial, a criança passa férias alternadas com os pais, que se divorciaram.

A guarda unilateral da mãe foi garantida pela Justiça brasileira, que também fixou uma pensão alimentícia a ser paga pelo pai, que está atrasada há um ano, segundo Letícia. O nome do pai não foi informado.

“Estou aqui para falar de uma coisa muito séria que está acontecendo na minha vida. Minha filha foi sequestrada pelo pai dela, que mora na Hungria”, afirma Letícia, tensa, no vídeo “Ajuda para uma mãe desesperada”, que publicou no YouTube. No documento “Carta aberta de uma mãe desesperada”, Letícia repete o relato e mostra fotos com sua filha.

Nos últimos dias, segundo Letícia Lobão, a filha contou por mensagens que tinha vontade de morar na Hungria e teve o celular confiscado pelo pai. Assim, mãe e filha perderam qualquer contato direto.

“É uma alienação parental muito pesada. Ela foi muito manipulada, falou que se sentia maravilhosamente bem lá e que o Brasil era muito violento. No dia previsto para o retorno dela, o pai falou que ela não voltaria ao Brasil, me desqualificou como mãe”.

Letícia enfrenta um raro câncer de ovário há um ano, com sessões de quimioterapia. Sua saúde frágil, afirmou, também é usada contra ela pelo pai da criança. “Ele me manda mensagens me perguntando quanto tempo eu tenho de vida”.

Letícia termina o vídeo pedindo ajuda financeira, jurídica e também diplomática por parte do governo brasileiro. “Sozinha é muito difícil de mobilizar ajuda no Consulado do Brasil na Hungria. Eu peço encarecidamente. Por favor, ajudem”.

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