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Ex-mulher de presidente da Universal Music relata alienação parental

Segundo Helena, o ex-marido e a mãe dela, Maria Luiza Baumgarten, estariam fazendo alienação parental com as duas filhas do casal

atualizado 07/05/2021 20:08

Reprodução

Após ser internada à força em uma das melhores clínicas psiquiátricas do Brasil, localizada em Botafogo, no Rio de Janeiro, a escritora Helena Lahis contou com a ajuda de seu atual namorado, Alexandre Barreto, para conseguir um habeas corpus para sair de lá. Ela afirma que ficou em cárcere privado porque seu ex-marido, Paulo Lima, presidente da Universal Music, não aceitou o pedido de divórcio. Ela teria recebido um diagnóstico de bipolaridade sem ter passado por uma consulta médica. Segundo Helena, o ex-marido e a mãe dela, Maria Luiza Baumgarten, estariam fazendo alienação parental para que as duas filhas do casal não aceitem a separação e se afastem dela.

Helena ficou internada na clínica Espaço Clif durante 21 dias, entre 20/10/2019 e 10/11/2019. “Esse é um tema bem difícil para mim, é meu ponto mais frágil nessa história. Assim que cheguei na clínica, foi horrível. Tive que ficar nua, agachar para ver se tinha drogas comigo, assoprei bafômetro, fiz exame toxicológico para ver se estava drogada. Estava muito assustada”, contou ela em live com o professor de Direito Leandro Santos.

“Fiquei 26 horas sem acesso a televisão, caneta, papel… em uma espécie de triagem para analisarem meu grau de insanidade. Fui dopada. O começo é bem confuso, porque tomei remédio e apaguei. Acordei mais tarde com um psiquiatra contratado pela minha família, o Dr. Leonardo Lessa. A princípio, confiei nele. Foi a única pessoa que me fez sentir acolhida”, afirmou Helena.

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Segundo a escritora, foram oferecidas visitas de seu ex-marido e de sua mãe, que ela recusou. “Mas quis ver minhas filhas, porque estava muito preocupada. Elas foram tiradas de dentro de casa pelo marido da psiquiatra, uma coisa de quadrilha. Minha filha foi me visitar praticamente todos os dias de internação, mas ela estava totalmente envolvida pela narrativa do pai e da avó. Isso é um outro crime, alienação parental”, disse a escritora.

“Fui completamente desmoralizada enquanto mãe. Sempre fui uma mãe muito dedicada e ver minha filha levada por uma narrativa maldosa, criminosa, é muito difícil. Mas entendo que não tem como ouvir essa narrativa e desconstruir o pai, um cara que é visto como foda, idolatrado, que está sempre nos shows, nos camarotes. Mas não posso deixar minhas filhas pensarem que o que aconteceu comigo foi normal”, contou ela, emocionada.

Almoço marcado

Com 16 dias de internação, a mãe de outra paciente ofereceu ajuda à Helena. Ela escreveu uma carta para que fosse entregue ao atual namorado, Alexandre. A mulher saiu da clínica com a carta escondida no sapato, para não ser pega na revista. Em oito páginas, ela contou o que tinha acontecido e indicou que ele procurasse seu psicanalista e uma amiga, que é juíza, que poderiam ajudá-la a sair de lá.

Antes de ser internada, Helena tinha um almoço marcado com Alexandre. Em depoimento no processo criminal, ele afirma que, quando ela não apareceu, percebeu que poderia ser por causa de uma medida arbitrária de Paulo e procurou a polícia. Ele tentou registrar o desaparecimento, mas não conseguiu. O psicanalista de Helena o contou que ela estava internada, mas não sabia onde.

“A partir dali, foram seis dias para o Alexandre montar a cavalaria de soltura. Contrataram advogadas, conseguiram um laudo, pediram amigos para escrever sobre mim, juntaram com a minha carta e foram ao plantão judicial em um domingo, quando conseguiram o habeas corpus. Nesse dia, eu já estava completamente desesperançada com tudo o que tinha acontecido”, contou Helena.

“Quando saí da clínica, minha filha me pediu para não denunciar o pai delas. Falei que não podia fazer isso, porque precisava me proteger, se não, ele poderia me interditar. Pedi desculpas a elas, mas não fui a causadora dessa situação. O que me salvou foi a minha fé em mim. Fui vítima e me sinto no banco dos réus o tempo todo, sendo julgada. Por um lado, fui presa, mas por outro, hoje ninguém mais me segura”, afirmou a escritora.

“Imputam a Helena a responsabilidade de preocupar-se com a saúde da mãe e preservar a harmonia familiar, como se ela fosse a culpada pelo ocorrido. Até o momento, ninguém esboçou qualquer pedido de desculpas”, declarou Alexandre em depoimento, que ainda afirmou que a namorada vem sentindo o distanciamento das filhas e que ela tem medo de ser internada novamente.

A coluna procurou a assessoria de imprensa da Universal Music que enviou a seguinte nota: “Esclarecemos que o conteúdo da live não corresponde à verdade, e foi, inclusive, objeto de ações judiciais propostas por Paulo Lima contra a ex-esposa e contra o autor da live, o Sr. Leandro Santos, há seis meses, resultando numa decisão, em dezembro de 2020, em sede liminar, que proibiu a ex-esposa de vincular o nome do ex-marido à acusações desta natureza.”

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