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Guilherme Amado

Os trunfos que Alexandre de Moraes guarda e que podem afundar Bolsonaro

Sob Alexandre de Moraes, ações no TSE e STF podem definir futuro político de Jair Bolsonaro

Repórter de Guilherme Amado12/12/2022 14:35, atualizado 12/12/2022 18:05
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Igo Estrela/Metrópoles
Bolsonaro e Alexandre de Moraes

Jair Bolsonaro pode reclamar e espernear contra Alexandre de Moraes, mas é o ministro do STF e presidente do TSE quem detém os trunfos que podem definir o futuro político de Bolsonaro.

O principal flanco de Bolsonaro é na Justiça Eleitoral, onde o presidente responde a 12 ações que podem deixá-lo inelegível. As Ações de Investigação Judicial Eleitoral estão sob relatoria do ministro e corregedor eleitoral Benedito Gonçalves, mas, após a liberação do corregedor, é Alexandre de Moraes quem definirá quando elas irão para a pauta.

Mas no STF também há munição que pode trazer grandes problemas para Bolsonaro. Moraes continua sendo o relator dos inquéritos das fake news, dos atos antidemocráticos e das milícias digitais. Fora os aliados, algumas das investigações encostam na atuação de dois dos filhos de Bolsonaro — Carlos e Eduardo Bolsonaro.

Os dois afirmam serem inocentes e não ter envolvimento nem no espalhamento de fake news nem no comando das milícias digitais bolsonaristas.

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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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Daniel Ferreira/Metrópoles
A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro

Getty Images
No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
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No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo

Reprodução
O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
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O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF

HUGO BARRETO/ Metrópoles
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
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“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão

Fábio Vieira
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente

Aline Massuca
O ministro Alexandre de Moraes
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O ministro Alexandre de Moraes

Daniel Ferreira/Metrópoles
O ex-presidente Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro

Micheal Melo/ Metrópoles
O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois
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O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois

Marcelo Camargo/ Metrópoles
“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente
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“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente

Rafaela Felicciano/Metrópoles