Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

O périplo dos colegas de turma de Bolsonaro por Brasília

Ministro da Defesa recebeu “indignados” fora da agenda oficial

atualizado 28/08/2021 11:47

Jair Bolsonaro e colegas de ExércitoReprodução

O ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, recebeu para um café da manhã na última terça-feira (24/8) no ministério ex-colegas de Bolsonaro no Exército que se autodenominam “os indignados”. Parte deles é da turma de 1977 da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), a mesma de Bolsonaro.

Cerca de 15 militares da reserva participaram da conversa com Braga Netto, segundo o tenente-coronel Luiz Fernando Walther de Almeida, organizador do grupo, que no total reuniu 40 ex-fardados em Brasília nesta semana. A limitação de 15 pessoas, segundo o tenente-coronel, foi do próprio ministério, para evitar aglomeração ainda maior.

No dia seguinte ao café omitido da agenda do ministro da Defesa, o grupo foi recebido por Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. A mensagem no WhatsApp do grupo, batizado de “Reunião dos indignados”, lembrava aos “veteranos”, entre ícones de bandeirinhas do Brasil e de um braço forte, que o terno seria obrigatório.

Perguntado se a turma também tentou encontrar o vice-presidente, general Hamilton Mourão, respondeu Walther:

“Não queremos. Sem comentários”.

Até o ano passado, Walther de Almeida ocupou cargos no governo Bolsonaro: na Companhia das Docas da Bahia (Codeba) e no Porto de Santos. Nos anos 1980, o então capitão foi preso por invadir a Prefeitura de Apucarana (PR) para pedir aumento de salário. O episódio lhe rendeu a alcunha de “Waltinho de Apucarana”. Walther afirmou que depois disso foi convidado por Bolsonaro a lhe acompanhar na política, mas recusou.

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