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Guilherme Amado

Nunes prefere Boulos a Tabata em um segundo turno em São Paulo

Prefeito de São Paulo, Nunes tem avaliado em conversas reservadas que Boulos tem mais pontos fracos e maior rejeição que Tabata

Montagem com fotos de Fábio Vieira/Metrópoles, Vinícius Schmidt/Metrópoles e Câmara dos Deputados
Montagem com fotos de Ricardo Nunes, Guilherme Boulos e Tabata Amaral

Embora busque refutar o caráter nacional da eleição municipal em São Paulo, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, tem dito em conversas reservadas com aliados que preferiria ter Guilherme Boulos, e não Tabata Amaral, como adversário em um segundo turno na disputa paulistana.

Nessas avaliações, Nunes tem considerado aos interlocutores que Boulos tem mais flancos a serem explorados, como seu passado ligado ao movimento sem-teto, e uma rejeição muito maior que a de Tabata. Segundo o Datafolha, não votariam no candidato do PSol 34% dos eleitores, número que é de 26% a Nunes e 19% a Tabata.

Quanto à deputada do PSB, o prefeito tem analisado que uma disputa de segundo turno seria muito mais imprevisível. Tabata conseguiria reunir eleitores de Boulos e ainda, com mais naturalidade que o psolista, votos ao centro. A pessebista não esconde que um dos focos de sua campanha será o eleitor paulistano que historicamente votou no PSDB.

Sobre a aproximação entre os tucanos e Tabata, que envolveu a filiação do apresentador José Luiz Datena ao PSDB para, possivelmente, ser vice dela, Ricardo Nunes tem se mostrado cético a aliados. O prefeito não acredita que, depois de inúmeras desistências, Datena vá, enfim, fazer sua estreia na política.

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