Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Miranda pediu em abril reunião com Queiroga para denunciar ilegalidades; veja email

Deputado solicitou urgência a ministro, mas não foi atendido

atualizado 28/06/2021 15:17

Luis Miranda_CPI da CovidJefferson Rudy/Agência Senado

O deputado Luis Miranda pediu em 6 de abril uma reunião urgente com Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, sobre “ilegalidades” na pasta. A audiência não ocorreu até esta segunda-feira (28/06). Dezessete dias antes do pedido, o parlamentar e seu irmão, o servidor do ministério Luis Ricardo Miranda, haviam alertado pessoalmente Jair Bolsonaro sobre pressões indevidas nas negociações da vacina Covaxin.

“Senhor ministro, cumprimentando-o cordialmente, sirvo-me do presente para solicitar, em caráter de urgência, audiência com Vossa Excelência para tratar de assuntos referentes a ilegalidades no Ministério da Saúde e outros temas relacionados com as vacinas”, dizia o ofício, obtido pela coluna, assinado por Luis Miranda e destinado a Marcelo Queiroga em 6 de abril. O ministro havia tomado posse no cargo em 23 de março.

O documento timbrado do gabinete do parlamentar na Câmara foi enviado a dois e-mails do gabinete de Queiroga pela equipe técnica do deputado. Ambos tinham o título “Solicitação de reunião urgente”.

Jair Bolsonaro recebeu a denúncia dos irmãos Miranda no Palácio da Alvorada em 20 de março, segundo o deputado afirmou à CPI da Covid na última sexta-feira (25/06). De acordo com o depoimento, Bolsonaro citou o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, ao saber das supostas irregularidades, e disse que acionaria o diretor-geral da PF.

“Ele (Bolsonaro) diz: ‘Isso é coisa do fulano. (Palavrão), mais uma vez’. E dá um tapa na mesa”, afirmou o deputado aos senadores. Mais tarde na sessão, Miranda confirmou que tratava-se de Ricardo Barros.

Ofício Luis Miranda a Marcelo Queiroga

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