Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Lucas Marchesini

Processo da Covaxin só chegou à Diretoria de Integridade nessa sexta

O presidente Jair Bolsonaro recebeu a denúncia em março

atualizado 26/06/2021 8:19

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

O processo de negociação da vacina Covaxin no Ministério da Saúde só foi enviado à Diretoria de Integridade (Dinteg) da pasta nessa sexta-feira (25/6), poucas horas antes de os irmãos Miranda denunciarem irregularidades à CPI da Covid sobre o caso. Jair Bolsonaro havia sido informado em março de supostas irregularidades pelo deputado Luis Miranda e o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda.

Os documentos foram encaminhados à Dinteg por Roberto Ferreira Dias, diretor de Logística do ministério. A Diretoria de Integridade faz pareceres sobre atos do ministério e pode apontar irregularidades. Na CPI, o deputado Luis Miranda afirmou que Ferreira Dias foi um dos que pressionaram indevidamente seu irmão a acelerar o processo da Covaxin.

Assim que a Diretoria de Integridade recebeu o processo, na manhã desta sexta-feira, a Controladoria-Geral da União também obteve os documentos. Em 6 de abril, o MPF havia acessado o processo, uma semana depois de colher o depoimento do funcionário Luis Ricardo Miranda.

Um dos arquivos que constam do processo é um recibo sobre a importação de doses da Covaxin apresentado pelos Miranda a Jair Bolsonaro em 20 de março. Na última quarta-feira (23/06), o Planalto havia apontado, incorretamente, que esse recibo era falso.

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