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Guilherme Amado

Ministros do Centrão dizem que Bolsonaro aprendeu limite com STF

Ministros que se esforçam para apaziguar a relação de Bolsonaro com o STF aprovaram conduta dele nos últimos dias

atualizado

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Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
Na imagem colorida, um homem está posicionado no centro. Ele uda terno e gravata em cor azul escuro, camiseta branca e está com a mão na cabeça enquanto olha para o lado inferior esquerdo
1 de 1 Na imagem colorida, um homem está posicionado no centro. Ele uda terno e gravata em cor azul escuro, camiseta branca e está com a mão na cabeça enquanto olha para o lado inferior esquerdo - Foto: Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

Ministros integrantes do Centrão, que vem se esforçando ao longo do mandato do governo Bolsonaro para apaziguar a relação dele com o STF, aprovaram a conduta do presidente nos últimos dias, mesmo contrariado com a ordem de Alexandre de Moraes para que ele deponha presencialmente na Polícia Federal.

Bolsonaro é investigado por ter vazado um documento em agosto de 2021 de uma investigação da Polícia Federal sobre o ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral. A Advocacia-Geral da União argumenta que não havia mais sigilo sobre o documento quando Bolsonaro o vazou.

Os ministros Ciro Nogueira, Flávia Arruda e Fábio Faria, respectivamente da Casa Civil, da Secretaria de Governo e das Comunicações, todos com assento no Palácio do Planalto, temiam que o episódio levasse Bolsonaro retomar o nível de ataques ao STF anterior ao 9 de setembro, quando o presidente divulgou uma carta, escrita a quatro mãos com Michel Temer, prometendo respeitar as instituições e a democracia.

Houve uma divisão no governo quanto a isso. No Palácio, Augusto Heleno defendeu que Bolsonaro explodisse com Alexandre de Moraes. Em sua avaliação, o inquérito não tem legitimidade, portanto recorrer foi legitimá-lo.

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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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Daniel Ferreira/Metrópoles
A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro
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A relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o presidente Jair Bolsonaro é, de longe, uma das mais tumultuadas do cenário político brasileiro

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No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo
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No capítulo mais acalorado, no último 7 de Setembro, o presidente chamou o ministro de “canalha” e ameaçou afastá-lo do cargo

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O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF
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O motivo? Moraes expediu ordem de busca e apreensão contra bolsonaristas e bloqueou contas bancárias de entidades suspeitas de financiar atos contra o STF

HUGO BARRETO/ Metrópoles
“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão
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“Sai, Alexandre de Moraes, deixe de ser canalha, deixe de oprimir o povo brasileiro”, disse o presidente diante de uma multidão

Fábio Vieira
Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente
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Meses antes, em fevereiro, Moraes havia mandado prender o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), aliado do presidente

Aline Massuca
O ministro Alexandre de Moraes
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O ministro Alexandre de Moraes

Daniel Ferreira/Metrópoles
O ex-presidente Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro

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O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois
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O inquérito motivou o início de mais um round entre os dois

Marcelo Camargo/ Metrópoles
“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente
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“Tudo tem um limite. Eu jogo dentro das quatro linhas, e quem for jogar fora das quatro linhas não vai ter o beneplácito da lei. Se quiser jogar fora das quatro linhas, eu jogo também”, disse o presidente

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