Com Bruna Lima, Edoardo Ghirotto, Eduardo Barretto e Paulo Cappelli

Marina e Haddad seguem negociando chapa apesar de anúncio feito hoje

Marina Silva disse que aceitou o convite da Rede para ser candidata a deputada federal por São Paulo, mas não descarta negociar com Haddad

atualizado 30/06/2022 12:15

Michael Melo/Metrópoles

A ex-ministra Marina Silva comunicou nesta quarta-feira (29/6) que aceitou o convite da Rede para ser candidata a deputada por São Paulo, mas o anúncio não interromperá as conversas com Fernando Haddad para assumir a vice na chapa do petista.

O lançamento da candidatura de Marina será feito neste sábado (2/7).  A ex-ministra decidiu iniciar a pré-campanha no estado porque o pessebista Márcio França está demorando mais do que o esperado para definir se será candidato ao governo de São Paulo ou ao Senado. Haddad só poderá formar a chapa após a palavra final de França.

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A Rede prefere que Marina seja candidata à Câmara dos Deputados porque acredita que a ex-ministra terá votação expressiva em São Paulo. O partido só elegeu um deputado na eleição de 2018 e se federou ao PSol para se tornar mais competitivo no pleito deste ano.

Já o PT enfrenta um vazio de nomes que poderiam assumir a vice de Haddad e representar ganhos eleitorais para o ex-prefeito no interior de São Paulo. A preferência de Haddad é por um aliado que possa furar a bolha da esquerda no estado, como é o caso de Marina.

A negociação com Marina também funciona como um antídoto contra o PSol. O partido de esquerda cobra maior participação na chapa majoritária de Haddad, mas o PT vê o pedido como um erro estratégico e não quer entregar nem a vice nem a candidatura ao Senado para os psolistas.

Outros nomes cotados para a vice de Haddad estão filiados ao PSB e só poderiam negociar com o PT caso França fosse para o Senado. O ex-prefeito de Campinas Jonas Donizette é visto como uma das alternativas, assim como o deputado Rodrigo Agostinho. A chance de Agostinho aceitar o convite é nula, segundo relatos vindos do PSB.

Pessebistas dizem que França cogita colocar fim ao impasse ainda nesta semana. A decisão poderá ser acelerada ou retardada dependendo dos resultados do Datafolha que será divulgado nesta quinta-feira (30/6).

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