Guilherme Amado

Lobista alvo da CPI vai à transição, posta foto com Alckmin e ninguém sabe como

O advogado Marconny de Faria, acusado na CPI da Pandemia de integrar uma organização criminosa para cometer fraudes na compra de vacinas

atualizado

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O advogado Marconny Albernaz de Faria, acusado na CPI da Pandemia de integrar uma organização criminosa para cometer fraudes na compra de vacinas, postou fotos em seu Instagram afirmando que visitou o governo de transição e esteve com o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin. Mas nem Alckmin nem os responsáveis pelo acesso ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) souberam explicar como ele entrou ou o que foi fazer na transição. Alckmin disse acreditar que a foto foi em outra ocasião.

Procurado, Alckmin informou não saber quem era Marconny e disse não se lembrar em que grupo que visitou a transição o lobista estava. Marconny tem contatos no Ministério da Saúde, mas, segundo a assessoria de imprensa do governo de transição, os integrantes do grupo de trabalho da Saúde também disseram não saber como ele teve acesso ao CCBB.

Marconny Albernaz é ligado a pessoas próximas a Jair Bolsonaro e foi apontado pela CPI da Pandemia como um lobista da Precisa Medicamentos, representante de um laboratório indiano que tentou vender a vacina Covaxin por R$ 1 bilhão ao governo. O advogado negou em depoimento à CPI que seja lobista.

A CPI também descobriu que Marconny se tornou um conselheiro de Jair Renan Bolsonaro, o quarto filho do presidente Jair Bolsonaro, na abertura de uma empresa de eventos. Jair Renan confirmou a relação de negócios com o lobista em um depoimento à Polícia Federal no inquérito que respondeu sobre tráfico de influência.

O advogado também é próximo a integrantes do Judiciário, e foi namorado da advogada Anna Carolina Noronha, filha do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio Noronha. No ano passado, a coluna mostrou uma troca de mensagens entre a advogada e o empresário, em que Ana Carolina conta ao então namorado que o pai teria defendido uma invasão ao Supremo Tribunal Federal. Noronha negou na ocasião que tenha dito isso.

(Atualização, às 16h10 de 26/11/2022: após a publicação da nota, Alckmin entrou em contato com a coluna, por meio de sua assessoria de imprensa, e explicou que a foto deve ter sido tirada em outra ocasião, da qual ele não se recorda. O vice-presidente afirmou que o crachá da foto, exibido por Marconny Albernaz, foi usado nos dois primeiros dias da transição, quando Alckmin ainda não estava no CCBB. A assessoria de imprensa do vice disse acreditar que o advogado tenha feito uma associação das duas imagens, mas que ele não encontrou Alckmin na transição.)

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